“Espero arranjar logo uma desculpa para voltar a Gramado”, diz Rachel Griffiths em sua passagem pelo Festival de Cinema

“Espero arranjar logo uma desculpa para voltar a Gramado”, diz Rachel Griffiths em sua passagem pelo Festival de Cinema

A atriz australiana Rachel Griffiths chegou à Serra Gaúcha na madrugada do último domingo (28) e, quando acordou, teve uma surpresa ao abrir a janela de seu hotel. “A paisagem era australiana e, de repente, eu estava me sentindo em casa”, contou entusiasmada. Vencedora do Globo de Ouro pelo seriado “A Sete Palmos” e indicada ao Oscar pelo drama “Hilary & Jackie”, Rachel veio a Gramado a partir de uma parceria do evento com Sundance Channel. Em sua passagem por Gramado, apresentou o inédito drama “Mammal”, em uma sessão comentada com o curador Rubens Ewald Filho. O filme dirigido por Rebecca Daly será exibido no dia 19 de novembro no Sundance Channel, que, aqui no Brasil, pode ser acessado via Sky.

Sobre o drama que trouxe a Gramado, a atriz revela que, pela primeira vez, teve a oportunidade de interpretar uma personagem totalmente diferente das que incorporou ao longo de sua carreira. “Sempre interpretei mulheres que, confusas ou não, eram muito decididas e conscientes em relação aos seus sentimentos e decisões. Margaret [a protagonista de “Mammal”] não é assim. Pelo contrário: ela é mutilada emocionalmente e não toma muita consciência das escolhas que faz na vida. Eu estava afastada de papeis desafiadores como esse, por isso é bom retomar a esse universo”, lembrou a atriz, que, antes do filme de Rebecca Daly, estava envolvida em filmes mais leves como “Walt nos Bastidores de Mary Poppins” e seriados para TV aberta, a exemplo do drama familiar  com toques de comédia “Brothers & Sisters”.

Ainda sobre as mulheres que já representou, Rachel Griffiths lembra com carinho de uma de suas personagens mais emblemáticas: a conturbada Brenda Chenowith, que vive um romance de idas e vindas com Nate, o protagonista de “A Sete Palmos” vivido por Peter Krause. “O episódio-piloto dessa série tem o melhor roteiro que já li na vida. Quando recebi, só o que pensava é que eu precisava fazer parte daquele projeto de alguma maneira”, recordou a australiana. Para ela, o seriado ainda hoje ecoa na indústria televisiva, mesmo em tempos de novas plataformas de exibição como o Netflix: “Sempre quando se referem ao que ‘A Sete Palmos’ representa, a unanimidade é que esse foi um programa que, junto com ‘A Família Soprano’ e ‘The Wire’, pontuou o nascimento da excelência na TV moderna. Particularmente, a experiência me marcou por dar os holofotes a mulheres em todas as suas qualidades e imperfeições”.

Para Rachel Griffiths, é um pouco inconcebível fazer cinema sem relação de identificação, seja com o diretor ou com o elenco. Entre os trabalhos que cita como marcantes nesse sentido está “O Casamento de Muriel”, comédia dramática de P.J. Hogan onde diz ter formado uma “química mágica” com Toni Collette. Com quem está atrás das câmeras, ela destaca a parceria com o diretor Anand Tucker, que comandou “Hilary & Jackie”, cinebiografia sobre as irmãs Hilary e Jackie Du Pré que a levou ao Oscar em 1999. No entanto, a atriz rejeita os confetes e prefere enxergar celebrações como o momento da celebração de uma equipe. “Quando fui ao Oscar, percebi que não me tornei uma atriz para dar entrevistas no Tapete Vermelho sobre a cor das minhas unhas ou sobre o conceito do meu vestido. O que considerava especial era estar com a minha equipe celebrando o reconhecimento para um filme que fizemos juntos”, apontou.

Mesmo que breve, a passagem de Rachel Griffiths por Gramado foi aproveitada plenamente pela atriz, que atendeu jornalistas e ainda conheceu o Museu do Festival de Cinema de Gramado. Quanto às memórias que levará da cidade, ela destacou os tradicionais chocolates gramadenses e a receptividade da cidade, que, segundo ela, está repleta de pessoas calorosas e sempre com um sorriso no rosto: "Adoráveis! Cada um de vocês. Nunca me senti tão bem acolhida ao chegar a um país. Espero arranjar logo uma desculpa para voltar a Gramado!".

Ministério da Cultura e Secretaria de Estado da Cultura apresentam o 44º Festival de Cinema de Gramado. Patrocínio: BNDES, Stella Artois e Petrobras, e copatrocínio do Banrisul - Governo do Estado do Rio Grande do Sul, Todos pelo Rio Grande. Apoio especial: Sundance Channel e Snowland. Apoio: Caracol Chocolates, Stemac, Lojas Pompéia, More Bass, G2 Net Sul, CiaRio, O2 Produções, Canal Brasil, Revista de Cinema, RBSTV, CVC, FreeCharge e Savarauto. Apoio institucional: Assembleia Legislativa do Estado do Rio Grande do Sul, Fundacine, ACCIRS, IECINE, APTC e SIAV, TVE e FM Cultura. Agência Oficial: BusTour. Ingressos: Imply. Direção Artística: Histórias Incríveis. Agente Cultural: AM Produções. Promoção: Prefeitura de Gramado. Financiamento: Pró-Cultura RS, Secretaria de Estado da Cultura, Governo do Estado do Rio Grande do Sul. Realização: Gramadotur, Ministério da Cultura, Governo Federal.

(Reportagem: Matheus Pannebecker/Pauta - Conexão e Conteúdo | Foto: Cleiton Thiele/Pressphoto)

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