A cerimônia de premiação do 40º Festival de Cinema de Gramado ocorreu sábado, dia 18 de agosto, no Palácio dos Festivais, a partir das 21h.
Conheça os premiados:
Curtas-metragens
Melhor desenho de som
Entrega: Fernanda Moro
Vencedor: Gabriela Bervian / Casa Afogada
Melhor Trilha Musical
Entrega: Fernanda Moro
Vencedor: Marcos Azambuja / Funeral à Cigana
Melhor Direção de Arte
Entrega: Fernanda Moro
Vencedor: Iara Noemi e Gilka Vargas / Casa Afogada
Melhor Montagem
Entrega: Fernanda Moro
Vencedor: Di Melo – O Imorrível / Gustavo Forte Leitão
Melhor Fotografia
Entrega: Fernanda Moro
Vencedor: Bruno Polidoro / Casa Afogada
Melhor Roteiro
Entrega: César Troncoso
Vencedor: Marcelo Matos de Oliveira / Menino do Cinco
Melhor Atriz
Entrega: César Troncoso
Vencedor: Sabrina Greve / O Duplo
Melhor Ator
Entrega: César Troncoso
Vencedor: Thomas Vinícius de Oliveira e Emanuel de Sena/ Menino do Cinco
Prêmio Especial do Júri
Entrega: César Troncoso
Vencedor: A mão que Afaga / Gabriela Amaral Almeida
Melhor Filme Júri Popular
Entrega: Jorge Mautner
Vencedor: Menino do Cinco / Marcelo Matos de Oliveira e Wallace Nogueira
Melhor Diretor
Entrega: César Troncoso
Vencedor: Gilson Vargas / Casa Afogada
Melhor Filme
Entrega: César Troncoso
Vencedor: Menino do Cinco / Marcelo Matos de Oliveira e Wallace Nogueira
Prêmio Canal Brasil – Melhor Filme
Entrega: Rodrigo Fonseca
Vencedor: Menino do Cinco / Marcelo Matos de Oliveira e Wallace Nogueira
Longa-metragem Estrangeiro
Melhor Fotografia
Entrega: Ingra Liberato
Vencedor: Boris Peters e Larry Peters/ Leontina
Melhor Roteiro
Entrega: Ingra Liberato
Vencedor: Eduardo del Llano Rodríguez / Vinci
Melhor Ator
Entrega: Ingra Liberato
Vencedor: Jorge Esmoris / Artigas, la Redota
Menção honrosa
Vencedor: Daniel Fernández e Mariana Pereira, pela direção de arte de “Artigas, la Redota”(Uruguai)
Menção honrosa
Vencedor: Luciano Supervielle, pela trilha de “Artigas, la Redota”(Uruguai)
Menção honrosa
Vencedor: Osvaldo Montes, pela trilha de “Vinci”(Cuba)
Melhor Filme Júri Popular
Entrega: Ingra Liberato
Vencedor: Artigas, la Redota / César Charlone
Melhor Diretor
Entrega: Ingra Liberato
Vencedor: César Charlone / Artigas, La Redota
Melhor Filme
Entrega: Ingra Liberato
Vencedor: Artigas, la Redota
Júri da Crítica
Melhor Curta-metragem
Entrega: Mônica Kantiz
Vencedor: Menino do Cinco / Marcelo Matos de Oliveira e Wallace Nogueira
Melhor Longa Estrangeiro
Entrega: Mônica Kantiz
Vencedor: Artigas, la Redota / César Charlone
Melhor Longa Brasileiro
Entrega: Mônica Kantiz
Vencedor: O som ao redor / Kleber Mendonça Filho
Longa-metragem brasileiro
Melhor Desenho de Som
Entrega: Daniela Escobar
Vencedor: Kleber Mendonça Filho e Pablo Lamar / O Som ao Redor
Melhor Trilha Musical
Entrega: Daniela Escobar
Vencedor: André Abujamra / Futuro do Pretérito: Tropicalismo Now!
Melhor Direção de Arte
Entrega: Daniela Escobar
Vencedor: Zenor Ribas / Colegas
Melhor Montagem
Entrega: Daniela Escobar
Vencedor: Leyda Napoles / Jorge Mautner – o filho do holocausto
Melhor Fotografia
Entrega: Daniela Escobar
Vencedor: Gustavo Hadba / Jorge Mautner – o filho do holocausto
Melhor Roteiro
Entrega: Daniela Escobar
Vencedor: Pedro Bial / Jorge Mautner – O Filho do Holocausto
Melhor Atriz
Entrega: Daniela Escobar
Vencedor: Fernanda Vianna / O Que Se Move
Melhor Ator
Entrega: Daniela Escobar
Vencedor: Marat Descartes / Super Nada
Prêmio Especial do Júri
Entrega: Daniela Escobar
Vencedor: Breno Viola, Rita Pokk e Ariel Goldenberg / Colegas
Melhor Filme Júri Popular
Entrega: Arnaldo Jabor
Vencedor: O Som ao Redor
Melhor Diretor
Entrega: Arnaldo Jabor
Vencedor: Kleber Mendonça Filho / O Som ao Redor
Melhor Filme
Entrega: Arnaldo Jabor
Vencedor: Colegas / Marcelo Galvão

Repórter: Matheus Pannebecker / Foto: Itamar Aguiar/Pressphoto
Faltam poucas horas para a cerimônia de encerramento do 40º Festival de Cinema de Gramado. Um balanço geral do evento, no entanto, foi realizado hoje à tarde em uma coletiva na sala de debates da Sociedade Recreio Gramadense. Presentes no encontro, os curadores Marcos Santuario e Rubens Ewald Filho, o diretor da Um Cultural (produtora e proponente do Festival), Ralfe Cardoso, e a secretária de turismo e coordenadora do evento, Rosa Helena Volk.
“Foi o primeiro passo de um grande projeto”, comentou a secretária, que afirmou a ideia de que a 40ª edição tem como objetivo dar o pontapé inicial para ampliação e solidificação do evento. Em números, a cidade de Gramado excedeu as expectativas em tempos de Festival: a perspectiva inicial de receber 150 mil visitantes foi superada. Até sexta-feira (17) a cidade já tinha recebido 170 mil visitantes. “Sabíamos que o desafio era grande, mas o carinho de todas as pessoas foi muito grande. Sentimos em todos a vontade de fortalecer o Festival, todos entenderam que era a hora de se unir. Que isso permaneça por muitos e muitos anos. Esse é um momento de agradecimento”, indicou Rosa Helena.
Ralfe Cardoso também comemora o resultado alcançado pela 40ª edição, enfatizando a participação do público no processo de renovação do evento: “Tivemos momentos com mais e menos interesse do público, mas nunca salas vazias. É um momento de retomada de público. A redução do valor do ingresso foi fundamental nesse sentido. E, com certeza, isso será permante. Não existe razão para fazer diferente”. A imprensa também recebeu agradecimentos do diretor da Um Cultural, que destacou a parceria com os veículos de comunicação. “Nós carregamos juntos o Festival. Tivemos essa compreensão generosa de todos os segmentos, esforços sobrenaturais para celebrar os 40 anos do Festival e uma repercussão positiva para todos, inclusive do ponto de vista financeiro”.
A plateia também teve voz na coletiva. Susana Schild, do júri da crítica, elogiou a curadoria composta por José Wilker, Marcos Santuário e Rubens Ewald Filho: “Normalmente, em várias seleções, temos que escolher o menos pior. Não foi o que aconteceu nessa edição. Assistimos a filmes surpreendentes, inusitados e que mostram novos caminhos”. Nesse sentido, a missão idealizada por Marcos Santuário foi cumprida, já que ele acredita que mais do que a curadoria falar, a ideia era de que os filmes falassem pelos curadores. O diretor da FUNDACINE, Luiz Alberto Cassol, ainda agradeceu a acolhida do Festival em relação às entidades de cinema, destacando que essa foi a primeira vez em que as entidades participaram efetivamente de diálogos com o evento. E, como apontou o curador Marcos Santuário, “ficou claro de uma vez por todas: a partir de agora, o Festival só vai melhorar!”.

Repórter: Matheus Pannebecker / Foto: Itamar Aguiar/Pressphoto
O último debate do 40º Festival de Cinema de Gramado aconteceu na manhã desse sábado na sala de debates da Sociedade Recreio Gramadense. Primeiro, o encontro colocou em pauta os curtas exibidos na noite anterior: Um Diálogo de Ballet e O Duplo. Com carreira que também abrange projetos realistas e naturalistas, a diretora Juliana Rojas disse que realizar O Duplo foi uma experiência especial: “Foi quando eu me senti mais confortável para usar elementos do gênero fantástico. Nunca pensei em fazer um filme de terror, mas sim usar elementos para dialogar com o gênero”. Já Márcio e Filipe, diretores de Um Diálogo de Ballet, contaram como foi o processo de direção compartilhada e a criação do estilo do curta: “Temos grande afinidade de interesses e um apreço muito grande pelo trabalho com atores e diálogos. Sempre entramos em consenso. E, nesse curta, pensamos na relação documentário X ficção desde início. Mais do que indivíduos, os personagens do curta representam um grupo social”.
O último longa debatido na programação do 40º Festival de Cinema de Gramado foi Jorge Mautner: O Filho do Holocausto, de Pedro Bial e Heitor D’Alincourt. Antes de falar sobre o filme em si, o diretor comentou a qualidade acústica do Palácio dos Festivais, fazendo referência aos problemas técnicos da sessão de O Som ao Redor na quinta-feira: “O som é nosso grande parceiro. E parabéns para a organização pelo som. Público e realizadores precisam ter essa benevolência. Atualmente, existe uma transição de tecnologia e formatos muito grande. Temos que ter paciência”.
Usando a obra O Filho do Holocausto, do próprio Jorge Mautner, como referência para a construção do filme, o diretor disse que Mautner é uma figura rica em histórias: “Dá para fazer uns dez filmes sobre o Jorge Mautner. E nós quisemos mostrar sua obra de forma palatável, apresentá-lo como um artista pop, como sempre foi a proposta dele”. D’Alincourt apontou que se não tivesse o livro como referência, existia a possibilidade de se perder em tantos momentos da vida do artista. Assim, o livro o ajudou a construir a estrutura do longa: “Casa música ali tem um porquê. Construímos o roteiro também com a música. E ainda demos a ele a luz e a captação que ele nunca teve. Foi tudo feito com muita confiança. A família dele abriu sua vida para nós”.

Repórter: Matheus Pannebecker / Foto: Cleiton Thiele/Pressphoto
“Estou de volta. 40 anos depois. Isso que é triste”, brincou Arnaldo Jabor. O homenageado do Troféu Eduardo Abelin não hesita em falar sobre o tempo: “Ser homenageado é bom e ruim. Bom por razões óbvias e ruim porque você se sente velho”. No encontro que realizou com a imprensa antes de se dirigir ao Palácio dos Festivais para a exibição especial de Toda Nudez Será Castigada, Jabor falou de cinema, jornalismo e política.
Autocrítico, o diretor contou que está confortável com sua carreira na TV e que não tem planos de voltar a filmar: “Gosto de ser jornalista. Inclusive, acho que virei uma espécie de personagem de mim mesmo na TV. Não sei se volto a filmar, fazer cinema é barra pesada. E hoje, ao contrário do que acontece, não preciso fazer cinema para ganhar dinheiro. Se eu fizer um filme, tem que ser só pela vontade mesmo”.
Quando desistiu do cinema nos anos 1990, com a gestão Collor, por “não ter um tostão” para fazer cinema e estar “cansado de sofrer por causa disso”, Jabor ainda não conseguia prever a mudança do espectador. No seu retorno ao cinema, em 2010, ele disse ter se assustado com a mudança: “O público mudou muito. Agora o espectador é um videogame do filme. Não existe mais o cinema analítico. É até meio ridículo você esculhambar o filme”.
Depois do encontro com a imprensa, Jabor compareceu ao Palácio dos Festivais para a exibição de Toda Nudez Será Castigada, primeiro filme a vencer o Festival de Cinema de Gramado. Após a exibição, foi homenageado com o Troféu Eduardo Abelin. “Estou felicíssimo de receber homenagem desse Festival que nasceu da raiz do cinema brasileiro. Estou emocionado… 40 anos passam muito rápido!”, comentou. Retornando à Gramado depois de tanto tempo, o diretor falou das mudanças que percebeu na cidade, a necessidade do cinema brasileiro sempre renascer e como Toda Nudez Será Castigada foi um filme feito com muita garra e juventude.
O homenageado também comentou as transformações passadas não só pelo cinema mas também pelo próprio mundo: “É um excesso de informações. Afinal, qual a real expressão disso tudo? Para onde vamos?”. Mais especificamente sobre o Brasil, fez uma revelação. “Não digo isso na TV, mas o Brasil está melhorando. É o país do futuro”, comentou. Fechando a mostra competitiva do Festival, também foram exibidos os curtas O Duplo, de Juliana Rojas, e Um Diálogo de Ballet, de Filipe Matzembacher e Márcio Reolon, e o longa Jorge Mautner – O Filho do Holocausto, de Pedro Bial e Heitor D’Alincourt.

O criador do Festival de Cinema de Gramado, Horst Volk, fala sobre o início do evento, momentos marcantes, dificuldades e o significado da 40ª edição
Repórter: Matheus Pannebecker / Foto: Edison Vara/Pressphoto
A 40ª edição do Festival de Cinema de Gramado não seria possível sem Horst Volk. Ou melhor, o Festival em si não teria existido sem ele. Volk foi para Gramado com a família em 1952, onde fundaram a Calçados Ortopé S.A. Vereador da cidade por dois mandatos e líder e presidente da Câmara de Vereadores, como prefeito se destacou pela liderança no setor turístico, fomentando e incentivando vários eventos na região serrana. Entre as tantas iniciativas que impulsionou e criou, está o Festival de Cinema de Gramado, que, nesta sexta-feira, 10, começa a celebrar os 40 anos.
O início foi de muitos desafios a serem superados, principalmente os geográficos. “Gramado era uma cidade pouco conhecida. Não estava no mapa do Brasil. Literalmente. Mas nada é impossível. E foi só uma questão de tempo”. Ao lado do secretário de turismo da cidade, Romeu Dutra, seu “braço direito e esquerdo”, Horst Volk não se intimidou com as dificuldades e, em janeiro de 1973, realizou a primeira edição do Festival de Cinema de Gramado. “Nós fomos à luta e conseguimos. Tivemos muita coragem, até porque a cidade ainda não estava preparada. Fomos criticados pela comunidade religiosa e testemunhamos protestos para que não acontecesse uma segunda edição”, lembra.
Só que Horst, apesar da desistência de alguns e da resistência da comunidade, decidiu levar a ideia em frente, pois considerava fundamental a valorização do cinema brasileiro em uma terra que ainda não tinha feito nada neste sentido. “Nessa jornada tivemos muitos apoiadores. Os atores José Lewgoy e Paulo José, por exemplo, foram muito importantes. Gaúchos com carreira no centro do país, eles contribuíram para a nossa troca cinematográfica com o Rio de Janeiro”, comenta. O Festival também contou com a Rede Globo e o Grupo Caldas Júnior. “As dificuldades de comunicação eram muito grandes. Não tínhamos telefone e o correio nos emprestou telégrafos!”. Mesmo assim, o início foi positivo, em especial a primeira edição, considerada “grande” por ele. “Muitos acharam escandaloso, porque tivemos até atriz fazendo topless, o que foi bom e rendeu uma boa mídia”, recorda.
Nos anos seguintes, o crescimento e a visibilidade do Festival de Cinema de Gramado foram fundamentais para a evolução da própria cidade, que, até então, era conhecida por alguns cariocas como “Gramacho”. “Na época, Canela era mais famosa. O Festival nos trouxe mais visitantes e demos um grande salto cultural e turístico. Foi um divisor de águas”, segundo Horst. Outro momento marcante para o criador do Festival foi o ano de 1988, quando o evento completava 15 anos. Nesta data, os jornalistas já se comunicavam massivamente com o Festival e pediram mais lugares nas sessões de exibição. “O Festival já estava pequeno. Era necessário ampliá-lo. Assim, a comissão de ampliação, com grande parte do capital investido pela Ortopé, aumentou de 150 para 1050 o número de lugares no cinema”, comenta.
Mesmo passando pela crise do governo Collor, o fechamento da EMBRAFILME, a falta de verbas para a cultura, e outros tantos momentos turbulentos do cenário político nacional, o Festival aconteceu ano a ano. “No período Collor, que foi a fase mais crítica, não nos abalamos. Todas as crises foram superadas com muito trabalho”, aponta. Agora, prestes a ver o evento completar 40 anos, Horst não esconde sua satisfação. “Nós sempre desejamos e trabalhamos para isso, mas virar realidade é outra história. Entre sonhos, alegrias e problemas – por que não – nada diminui a sensação de que tudo dará certo”. E deu!
Horst não hesita em falar sobre os problemas financeiros atuais. “Este ano, o evento está mais enxuto financeiramente. Mas não em arte. Durante essa já longa trajetória, tivemos filmes bons e ruins, maior e menor financiamento do governo, alternância de políticos e visões. Mas sempre permaneceu a seriedade. Gramado sobreviveu a tudo. É o maior festival ininterrupto do Brasil”. Sua confiança para a 40ª edição também está depositada na nova coordenadora do evento – e também secretária de turismo de Gramado – Rosa Helena Volk. “Confio muito nela. É a pessoa certa, na hora certa, no lugar certo. Tenho certeza que esse grandioso evento está em excelentes mãos”, afima.
E o que representa essa 40ª edição, que prestará uma homenagem a Horst Volk na noite do dia 12 de agosto? Para o criador do evento, os 40 anos significam glória. Mais do que nunca, é hora de acreditar no cinema e tornar o Festival cada vez maior. Horst ainda agradece à imprensa. “Afirmo, com certeza, que essa grande festa deve muito ao setor da comunicação. “Nada disso seria possível sem o trabalho da imprensa!”. Mais do que isso, ele faz questão de agradecer a todos os que fizeram história no Festival. “Obrigado! Mesmo! Jornalistas, atores, diretores, distribuidores, lanternas… É uma alegria ver esses 40 anos! espero ver os 50!”.

Repórter: Matheus Pannebecker / Foto: Itamar Aguiar/Pressphoto
Betty Faria segue em Gramado. Após receber o Troféu Oscarito ontem à noite, a atriz se encontrou com a imprensa hoje à tarde para um bate-papo. O convite para a homenagem alegrou Betty: “Quando recebi o telefonema, fiquei encantadíssima. Nossa, que delícia! Já estive várias vezes em Gramado, mas a melhor é agora!”.
Ela, que já ganhou o kikito de melhor atriz por seu desempenho em Anjos do Arrabalde, diz que é impossível escolher apenas um trabalho de sua carreira. “Seria muita ingratidão da minha parte escolher apenas um. Tive muita sorte na vida de ter personagens tão maravilhosos que os diretores me confiaram. Bye Bye Brasil passa até hoje, adoro Romance de Empregada, e ainda teve aquela participação em Chega de Saudade. Sou cinéfila mesmo!”.
Quanto ao cinema? Betty Faria gosta de filme bom. “Pode até ser Homens de Preto, desenho, o que seja. Mas tem que ser bom. Eu gosto é de filme bom”, comentou a homenageada. Feliz por estar no Festival ela ainda torce: “Passei por várias fases do Festival, e agora vejo esse momento de renovação… Espero dar sorte nessa jornada!”.

Repórter: Matheus Pannebecker / Foto: Itamar Aguiar/Pressphoto
A primeira parte dos debates dessa sexta-feira foi dedicada aos curtas Piove, Il Film di Pio e #. Presentes no encontro, os diretores Arthur Gutilla e André Farkas apontaram que a ideia de fazer de # um curta de animação esteve presente desde o início: “Por que animação? Não tinha outra alternativa. Nós somos animadores e sempre fizemos animações em stop-motion. O filme é uma experiência visual, sinestésica”. O diretor de Piove, Il Film do Pio, comentou que fez o curta com certa identificação pessoal: “O Pio vive e transpira cinema. E isso eu via isso nos meus pais. Sempre achei muito bonito”.
Na sequência, o debate foi em torno do filme chileno Calafate, Zoológicos Humanos. O diretor Hans Mülchi Bremer, que se envolve com o projeto (e também com todas as pesquisas) há dez anos, diz que a realidade dos zoológicos humanos apresentados em seu filme permanece, de certa forma, até hoje: “No Chile, temos os mapuches, por exemplo. Através da lógica do neoliberalismo, eles não têm terra. Suas vidas foram violentadas, mudadas. Eles não têm horizontes, recebem salário só para sobreviver. E essa é uma continuidade do que mostramos no filme. Agora, não é sobre matança e sim sobre exploração, invasão, repressão”.
O produtor executivo de Calafate, Zoológicos Humanos, Alberto Gesswein, destacou a importância da temática para fronteiras além das cinematográficas: “Nós queríamos mostrar algo de qualidade. Que esse filme sirva de exemplo para se entender que os familiares têm os direitos de se reencontrar com seus entes queridos. Hoje, falar de restos e passado é um tema muito complexo para o Chile. Mas nosso objetivo também era quebrar essa imagem estereotipada que os europeus têm dos latino-americanos”. Completando, ainda afirmou: “Temos que nos sentir orgulhosos do que somos, independentemente do que eles querem ver”.
Fechando a programação de debates dessa sexta-feira, o diretor de O Som ao Redor, Kleber Mendonça Filho, sentou-se à mesa com a equipe de seu longa. Como o próprio título indica, o som é um fator fundamental do longa. “Sempre adorei trabalhar com som. E, já no roteiro, não conseguia pensar em uma trilha clássica e convencional para o filme. Eu queria uma trilha mais de efeito de som e menos de música”, comentou o diretor. Kleber, que diz trazer uma observação pessoal de um lugar para o filme, comentou que seu primeiro longa tem carreira única: “Não penso em fazer uma série ou alguma extensão de O Som ao Redor. Não consigo imaginar, por exemplo, como Mad Men pode fazer algo tão bem escrito, dirigido e atuado sequencialmente sem nunca perder a qualidade”.
Para o diretor, o filme ganha independência com os atores, que “trazem sangue para o que você quer fazer”. Por falar em elenco, o ator W.J. Solha diz que trabalhar com Kleber Mendonça é uma experiência singular: “Jurei que não seria mais ator. E fiz isso durante nove anos, até ler o roteiro do filme. Com o Kleber, você sente que está trabalhando com um artista que domina completamente a técnica. Aí o ator se entrega, sente que não tem risco”.
Nem só de cinema vive o Festival de Gramado. Amanhã, às 17h, a poesia e o teatro invadem o tapete vermelho, lugar reconhecido do cinema. O grupo teatral Mão na Mala, formado em 2006 em Canela, fará interferências cênicas com o público. A inspiração teatral vem do mundo da poesia e música. Com maquiagens e figurino colorido, o grupo Mão na Mala encanta a todos, que sempre participam com alegria das atividades propostas pelos atores.

Repórter: Matheus Pannebecker / Foto: Edison Vara/Pressphoto
A noite de quinta-feira foi especial para a atriz Betty Faria. Antes mesmo da sessão ela já era ovacionada no tapete vermelho e, inclusive, encontrava amigos no Palácio dos Festivais, como o diretor Roberto Farias. Logo, foi chamada ao palco para receber o Troféu Oscarito, prêmio dedicado a grandes atores do cinema brasileiro.
Betty esbanjou alegria ao receber a homenagem, aproveitando, inclusive, para homenagear Oscarito ao cantar uma marchinha de carnaval dele. “Hoje, subindo à serra, comecei a lembrar das marchinhas do Oscarito. E eu sempre imitava o Oscarito. Hoje vou dormir com ele”, comentou a homenageada.
A atriz de filmes como Bye Bye Brasil e Anjos do Arrabalde ainda destacou as memórias que tem do Festival e a emoção de estar ali: “Esse Festival já me deu muitas alegrias. Aqui recebi prêmios, fiz amigos e participei de encontros. Mas receber o Troféu Oscarito… Vocês não têm ideia! Obrigado a todos”.
O longa O Som ao Redor será reapresentado amanhã, às 10h no Palácio dos Festivais. A sessão de quinta à noite foi interrompida “devido à queima do driver da caixa central, responsável pelas altas frequências do som do cinema”, conforme explica o responsável técnico pelas exibições José Luis de Almeida. Os reparos necessários já foram providenciados. Todos os presentes na sessão de quinta podem comparecer à reprise.
Nesta terça a gurizada, literalmente, botou a mão na massa! Alunos do projeto Educa Vídeo participaram do Workshop de Animação dentro da atividade Câmera Ação: Mãos na Massa, ministrado por Daniel Vitola. Eles aprenderam a técnica, construíram cenários e, posteriormente, filmaram frame a frame, tendo como produto final um curtíssima-metragem de animação.
Mais tarde, o ator da Record André Di Mauro veio especialmente do Rio de Janeiro para ministrar a oficina Introdução à Linguagem Cinematográfica. A garotada entendeu um pouco da história do cinema, roteiro, trilha sonora e segredos importantes para a realização de um filme.
À noite o Grupo Bocalis se apresentou com teatro lotado, encantando o público com suas interpretações dos clássicos do cinema. Cenário e figurino maravilhosos! A mestre de cerimônia, Lela Drechsler, e o Secretário de Cultura, Daniel Bertolucci, abriram a noite para a divertidíssima apresentação do Grupo Bocalis.

Repórter: Matheus Pannebecker / Foto: Itamar Aguiar/Pressphoto
O debate da manhã dessa quinta-feira começou, como de costume, com os curtas-metragens exibidos na noite anterior. Entre eles, A Mão Que Afaga, que, segundo a diretora Gabriela Amaral Almeida, trata de um assunto que diz muito sobre o nosso cotidiano: “É o sintoma do telemarketing: nós comunicamos, mas não estamos nos comunicando”. Também em discussão Funeral à Cigana, de Fernando Honesko. “A princípio, a ideia era fazer um documentário, mas os ciganos prezam demais a preservação de sua cultura, não querem revelar seus segredos. Por isso, decidimos partir para a ficção”, comentou o diretor.
O cubano Vinci veio logo na sequência para ser debatido. Contando a juventude de Leonardo Da Vinci, em específico quando ele usou sua arte para sobreviver em uma prisão com delinquentes, o filme segue uma linha mais teatral. “Por razões estéticas e financeiras, decidimos fazer um filme de caráter mais teatral e minimalista. É um filme que poderia ser perfeitamente encenado no teatro. Também queria um resultado rigorosamente de época, mas também dirigido ao espectador atual”, comentou o diretor Eduardo Del Llano Rodríguez.
Com orçamento aproximado de 50 mil dólares, Vinci utiliza a metáfora da arte como redenção. E dando vida ao lendário Leonardo Da Vinci, o jovem ator Hector Medina – em seu primeiro personagem de época – seguiu um perfil específico requisitado pelo diretor. “Queria um Da Vinci mais ambíguo, algo mais afetado. Uma espécie de Mick Jagger ou um capitão Jack Sparrow”, apontou. Del Llano também falou sobre sua vontade de fazer uma história universal e que não fosse tão contemporânea ou tão antiga.
No debate do segundo longa, o brasileiro O Que Se Move, o diretor Caetano Gotardo, junto com sua equipe, falou sobre todo o processo de idealização de seu longa-metragem. Inspirado em notícias reais, ele preferiu trazer um olhar diferenciado para os dramas encenados: “Não queria uma abordagem fatalista ou trágica. O que me interessava era o entorno das situações. E as canções são essenciais nesse sentido: elas ajudam o filme a se descolar do realismo puro. Elas proporcionam lirismo aos personagens, um transbordamento de linguagem”.
Cida Moreira, uma das atrizes do longa, destacou justamente a cena em que precisou cantar: “Foi a mais difícil de fazer. Não teve ensaio. Aliás, não era uma cena possível de ser ensaiada. Nela, a personagem canta muitas dores: a dor da sua própria ignorância, a dor da sua inocência. Tive que me despir de qualquer vaidade. E foi muito importante na minha vida ter feito esse papel. Foi um reencontro de maturidade, de histórias de vida”. A produtora Sara Silveira também salientou o prazer de ter participado de O Que Se Move. “Fazer filmes corajosos como esse me dá uma satisfação muito grande. Eu também aprendo com a minha equipe. E ver essa sala cheia de pessoas querendo debater o nosso filme pequeno, estranho e demorado, me deixa muito feliz”.

Repórter: Matheus Pannebecker / Foto: Itamar Aguiar/Pressphoto
A noite de quarta-feira, além de trazer a exibição de mais quatro filmes da mostra competitiva, homenageou duas figuras importantes para o Festival de Cinema de Gramado: Horst Volk e Romeu Dutra – que, em parceria, criaram o evento. Ambos subiram ao palco do Palácio dos Festivais para receber a homenagem. “Estou feliz demais por estar aqui. São 40 anos de muitas histórias emocionantes nesse que é o mais legítimo palco do cinema brasileiro. Nossa gratidão é pequena perto de tudo que já presenciamos no Festival”, comentou Horst.
Romeu Dutra também falou sobre a história do Festival, mas ainda mencionou a importância dele para a cidade: “Em 1973, tinha meia dúzia de hotéis em Gramado. E, com o passar dos anos, o Festival levou a cidade para todos os quadrantes do Brasil! Bom lembrar disso agora. Agradeço por esse momento!”. A programação dos filmes em competição exibiu os curtas A Mão Que Afaga e Funeral à Cigana e os longas Vinci e O Que Se Move.
Depois da ótima novidade anunciada na Premiação da Mostra de Custas Gaúchos – Prêmio Assembleia Legislativa – a exibição dos premiados no Festival de Cinema de Havana – o secretário de Estado da Cultura Luiz Antônio de Assis Brasil fez um anúncio que entusiasmou os produtores e realizadores dos curtas gaúchos. O governo do estado irá oferecer as passagens para um representante de cada filme. “ O Governo do Estado acredita e aposta nos jovens talentos, especialmente nestes que foram aqui premiados. Importante para vocês abrirem outras possibilidades, levarem seu trabalho a outros públicos e também poder discutir com o publico e realizadores cubanos seus filmes, pois o estado vai oferecer a passagem para vocês. Tenham muito sucesso e boa viagem”, anunciou Assis Brasil. O diretor de Relações Públicas e Eventos da Assembleia Legislativa, Luiz Carlos Barbosa, também presente no anúncio destacou a importância da ação: “estamos protagonizando um dos momentos maravilhosos do cinema gaúcho, desenvolvendo a cultura do Rio Grande do Sul com a demonstração de talento por estes jovens realizadores”.
Os filmes vencedores da mostra de curtas foram:
Elefante na Sala- melhor filme e roteiro
Garry- melhor diretor e montagem
Fez a Barba e o Choro – melhor fotografia e música
Casa Afogada- melhor direção de arte , edição de som e produtor
24 horas com Carolina- melhor ator
Lobos – melhor atriz

Repórter: Matheus Pannebecker / Foto: Cleiton Thiele/Pressphoto
A ACCIRS (Associação de Críticos de Cinema do Rio Grande do Sul) realizou, na tarde dessa quarta-feira, um encontro com o diretor Roberto Farias. No encontro, que aconteceu na Sala de Debates da Sociedade Recreio Gramadense, Farias falou sobre sua carreira e trouxe suas percepções sobre o cinema nacional. Essa é mais uma atividade realizada pela ACCIRS, que vem realizando projetos no Festival de Cinema de Gramado há dois anos.
Farias comentou que sua relação com o Festival começou quando o evento era apenas uma mostra. Logo, quando ele se tornou um Festival, o diretor fez sucesso na serra gaúcha, anos depois, com Pra Frente, Brasil, que ganhou vários kikitos e deixou jornalistas e público em polvorosa. No entanto, devido à ditadura, “toda receptividade e carinho do Festival de Cinema de Gramado não foi suficiente para que o filme pudesse ter uma trajetória livre nos cinemas posteriormente”.
O diretor começou a fazer cinema muito cedo: aos 25 anos já dirigiu seu primeiro longa. “Eu tinha 25, mas a minha inocência era de alguém de 18. E eu achava que ia fazer e acontecer. Levou tempo para eu perceber muitas coisas, inclusive que o crítico de cinema é um ser humano como outro qualquer”, contou.
Passando por Cidade Ameaçada, Assalto ao Trem Pagador, as “aulas de roteiro” com sua mãe e inseguranças ao realizar filmes, Farias revelou que, hoje, tem uma perspectiva bem diferente sobre a sua obra: “Cinema sempre foi minha profissão e meu brinquedo, minha maneira de me expressar. Hoje, por outro lado, meu olhar sob tudo o que produzi hoje é bem diferente. Nunca poderia imaginar, na época que fiz os filmes de Roberto Carlos, que um dia eles seriam chamados de cult!”.

A Stella Artois, marca de cerveja belga da Ambev, é parceira da 40ª edição do Festival de Cinema de Gramado. Entre as iniciativas para o evento, está o Bar Lounge, localizado no Palácio dos Festivais. No espaço, o público tem a oportunidade de degustar a bebida criada em 1366 e conhecer um pouco mais de sua história.
Para movimentar a Rua Coberta, a marca criou o Stella Artois Winter Lounge. O público pode tirar fotos em um backdrop com a réplica de um kikito feito em bronze. Durante os finais de semana, cinco carros do Museu Super Carros de Gramado circulam pela cidade, remetendo o público ao clima “Hollywoodiano”.
A Feijoada Austral Stella Artois volta a acontecer no Hotel Laje de Pedra, em Canela. O evento, que acontece no dia 18 de agosto, deve receber artistas e convidados do Festival. Ao cair da tarde, o evento se transforma em uma Sunset Party, reunindo o público mais seleto do Brasil. A marca também vai patrocinar as festas Hed Kandi, Posh by Kiss & Fly e Pink Elephant, que vão acontecer na Casa Branca.
“Stella Artois tem afinidade com a atmosfera cinematográfica. A marca está presente nos principais eventos de cinema do mundo e não poderia estar de fora do Festival de Cinema de Gramado, que reconhece a excelência das produções. Para celebrar a Sétima Arte realizamos ações pensando nos cinéfilos e no público de Gramado”, explica Ana Cláudia Reis, gerente de marketing de Stella Artois. A marca também firmou parceria com a montadora Kia para oferecer transporte aos convidados do evento.

Repórter: Matheus Pannebecker / Foto: Cleiton Thielle
Os debates do Festival de Cinema de Gramado continuam a todo vapor. Na manhã dessa quarta-feira, a programação trouxe, como de costume, a discussão dos curtas e longas-metragens apresentados na noite anterior. O encontro começou com os diretores de Di Melo, O Imorrível, Alan Oliveira e Rubens Pássaro, e de Menino do Cinco, Marcelo Mattos de Oliveira e Wallace Nogueira. Enquanto o foco do primeiro curta foi a discussão da música e a forma como o documentário também faz um retrato da vida pessoal de Di Melo, o segundo trouxe discussões sobre a crueldade infantil e social.
O primeiro longa em pauta foi o chileno Leontina. O diretor Boris Peters, nesse trabalho, faz uma homenagem a sua avó. Estar exposta para as câmeras, no entanto, não foi um problema para a personagem-título, que tinha o desejo de mostrar como realmente é e como todos vão se tornar quando chegar à terceira idade. “Ela criou uma família de mais de 40 pessoas. É uma mulher fortíssima, como um leão”, comentou o diretor. Com esse filme, Leontina terá uma experiência única: é a primeira vez que ela irá ao cinema. E para assistir a um filme sobre a sua vida.
O roteirista e montador de Leontina, Roberto Aschieri, indicou que a vontade do filme era contar a história da personagem com licença poética, jogando com os limites do gênero documentário. “Nós assumimos que não é um documentário de palavras, de formato habitual e periodístico. As imagens falam por si só e a música nos permitiu estabelecer essa linda instância poética”, comentou. A premiere de Leontina acontece dia 18 de agosto no Chile.
Na sequência, foi a vez da equipe de Insônia ocupar a mesa de debates. O filme, que mostra o cotidiano amoroso e familiar de uma adolescente de 15 anos, tem, segundo o diretor Beto Souza, um caráter específico: “É um filme de segmento mesmo, para um nicho pouco explorado aqui no Brasil. Mais do que isso, é uma história universal, que mostra como o mundo contemporâneo é veloz”. Lara Rodrigues, atriz do filme, diz se identificar com sua personagem em alguns aspectos e elogiou a equipe de Insônia: “No início, fiquei muito nervosa por ter que interpretar uma protagonista. Mas a equipe foi receptiva e me deu muito suporte. Foi uma experiência muito diferente”.
Um ponto importante discutido no encontro foi a distribuição de longas-metragens no Brasil. “O processo do filme acaba na sala da exibição. Já no orçamento temos que separar uma parte da verba para a distribuição. E o Brasil parece não entender isso. Depois reclamamos que cinema estadunidense toma conta das salas”. O produtor executivo, Beto Rodrigues, fez coro ao diretor e comentou o caráter abrangente do film: “É difícil achar produtoras que abracem o teu projeto só lendo roteiro. Mas Insônia tem dois eixos narrativos. É um filme que se comunica com os jovens e a família também”.
A programação do Cine Comunidade nesta terça foi bem variada, contemplando diversos segmentos das artes que compõem o cinema. Além da própria projeção de filmes, tivemos música, artes gráficas e literatura. O dia começou cedo com a presença do Secretário da Cultura do Estado visitando o Caminho da Cidadania. Horst Volk, Patrono do Festival, e sua esposa Rosa Helena Volk, a Secretária de Turismo de Gramado, prestigiaram a Mostra Kikito de Rua – Arte Urbana, durante a oficina de grafite realizada pelo artista plástico Trampo, de Porto Alegre.
Na sala do Centro de Cultura, Nitro Di comandou as picapes na oficina de Hip Hop, com a presença do Secretário de Cultura Daniel Bertolucci. À tarde os alunos do colégio Santa Catarina, de Caxias do Sul, participaram de sessão do Clube do Livro de Canela em parceria com a Secretaria de Cultura de Gramado, realizada na biblioteca Cyro Martins.
Houve a exibição dos filmes: Hoje tem Felicidade, de Lisiane Cohen, e Enquanto a Noite não Chega, de Beto Rodrigues e debate Cinema x Literatura. A mesa foi composta por Beto Souza, diretor do filme Enquanto a Noite Não Chega e Lisiane Cohen, roteirista e diretora do curta-metragem Hoje Tem Felicidade. A mediação foi de Tailor Diniz, editor da Revista Vox.
Foto: Cleiton Thiele/Pressphoto
Os participantes e convidados da Premiação da Mostra Gaúcha – Prêmio Assembleia Legislativa foram recebidos no restaurante DomusMea Restô, em Canela, no domingo. Os vencedores festejaram noite a dentro, exibindo seus troféus na festa que reuniu diretores e produtores dos 21 filmes concorrentes, autoridades, representantes dos festivais de cinema de Brasília e Recife, curadores e organizadores do Festival de Gramado e imprensa do País. Mais de 250 pessoas passaram pelo evento e degustaram cerveja Stella Artois, uma das patrocinadoras do Festival, e ainda as delícias gastronômicas da casa.
É com pesar que informamos que o professor, diretor, ator e produtor homenageado do 40º Festival de Cinema de Gramado Sérgio Silva faleceu hoje pela manhã, em decorrência de complicações de saúde derivadas de um câncer. Lembrado por sua produção e estímulo ao trabalho dos criadores gaúchos, o cinema sempre fez parte da sua vida. Realizou mais de 21 filmes, com destaque para o primeiro longa-metragem em 35mm, Anahy de las Misiones (1997).
Veja a homenagem a Sérgio Silva realizada no domingo, dia 12 de agosto, no 40º Festival de Cinema de Gramado:

Repórter: Matheus Pannebecker / Foto: Edison Vara/Pressphoto
A quinta noite de programação do Festival de Cinema de Gramado foi especial. O argentino Juan José Campanella, diretor de longas como O Filho da Noiva e O Segredo dos Seus Olhos, subiu ao palco do Palácio dos Festivais para receber o Kikito de Cristal, prêmio que homenageia nomes expoentes do cinema latino-americano. O momento era singular para Campanella: “É a primeira vez que recebo um prêmio por toda a minha obra, e não por um filme específico. E o sentimento é ainda mais contundente por vir do Festival de Cinema de Gramado que, sem dúvida, é o festival mais importante do cinema latino-americano”.
Em seu discurso, Campanella ainda fez um pedido para brasileiros e argentinos: “É uma pena que o destaque para nossas culturas em comum seja apenas em relação à rivalidade futebolística. Temos que nos comunicar mais!”. Campanella que, atualmente, está trabalhando com a animação Metegol, foi só elogios para a cidade-palco do Festival e ainda brincou: “Vocês brasileiros são exagerados, mas isso foi demais!”, falando sobre sua homenagem.
Antes de Campanella subir ao palco, o Fesival exibiu mais um longa estrangeiro em competição: o chileno Leontina, de Boris Peters. Precedendo o filme, outro curta-megtragem brasileiro. No caso, Di Melo, O Imorrível, de Alan Oliveira e Rubens Pássaro. Completando a programação noturna, o curta baiano Menino do Cinco, de Marcelo Matos de Oliveira e Wallace Nogueira, e o longa-metragem gaúcho Insônia, de Beto Souza, ambos exemplares da mostra competitiva de curtas e longas brasileiros respectivamente.
Hoje pela manhã, no Teatro Elisabeth Rosenfeld da Câmara de Vereadores de Gramado, ocorreu o seminário PRODAV – Sul (FSA), com os convidados João Roni, representante do Sindicado dos Produtores SC; Rodrigo Martins, da Associação Brasileira de Documentaristas e Curta-Metragistas/PR, e de Rodrigo Camargo, representante da Ancine. Com mediação de Jaime Lerner, diretor presidente ABD-Nacional, foram discutidas as diretrizes do Fundo Setorial do Audiovisual – FSA – PRODAV, que tem por objetivo selecionar projetos de produção independente de obras audiovisuais brasileiras. Na parte da tarde, o seminário Distribuição e Exibição Digital, também no teatro Elisabeth Rosenfeld, os convidados Paulo Sergio Almeida, da Filme B; Marcelo Siqueira, da Empresa Mística, e Adhemar Oliveira, da Federação dos Exibidores debateram questões referentes à produção audiovisual no país. A mediação foi de João Guilherme Barone, presidente da Fundacine.
Programação de amanhã, dia 15 de agosto:
Encontros de Negócios do Audiovisual – 9h às 12h –
Local: CENEC – Rua São Pedro, 275 – Centro
MESA 01 – PRODUÇÃO NA AMÉRICA LATINA
Convidados: Festival de HAVANA (Zita Morriña),
Mediador: Beto Rodrigues (SIAV RS).
MESA 02 – DISTRIBUIÇÃO INTERNACIONAL
Convidados: Promovere (Denise Jancar), Latinopólis (Marcelo Cordero).
Mediadora: Belisa Brião Figueiró (Cinema do Brasil).
MESA 03 - DISTRIBUIÇÃO NACIONAL
Convidados: Federação dos Exibidores (Adhemar Oliveira), Elo Company (Sheila Zago) e Vitrine Filmes (Silvia Cruz). Mediador: Juan Zapata (Latinopólis)
MESA 04 – NEGOCIAÇÃO DE PRODUTOS PARA A EXIBIÇÃO EM TV
Convidados: Turner Network Television (Anthony Doyle). Mediador: Cícero Aragon (Box Brazil).
Encontros One-a-One – 14h às 17h
A Fundacine estará agendando horários para os encontros individuais com os convidados das mesas, os quais estarão à disposição para atendimento durante à tarde do dia 15 agosto.
Obs: para participação dos Encontros de Negócios e agendamento de encontro One-a-One com os convidados internacionais é necessário conhecimento básico de inglês e espanhol.

Repórter: Matheus Pannebecker / Fotos: Itamar Aguiar
O primeiro longa a ser debatido na manhã dessa terça-feira foi o argentino Diez Veces Venceremos. O diretor Cristian Jure respondeu perguntas da imprensa e do público sobre seu mais novo trabalho, que mostra o cotidiano de uma comunidade mapuche. Ele esclareceu dúvidas sobre essa comunidade tradicionalmente conhecida como chilena mas que também tem raízes em solo argentino. Jure lembrou da opressão sofrida pelos mapuches e de outros retratos desse nicho feitos pelo cinema.
Por ser um filme focado exclusivamente nessa comunidade, o diretor foi questionado sobre a falta de voz do outro lado da história: o Estado (como opressor dos mapuches). Jure, no entanto, comentou que essa visão unilateral foi completamente intencional: “Já existem muitos documentários que mostram esse lado da história. Eu queria mostrar como vive uma família mapuche, a história de um lugar específico, com toda a parcialidade que existe lá. Tudo relativo a outros discursos seria demais para colocar no filme”.
Apesar da “parcialidade”, Diez Veces Venceremos não se foca em vitimizar a histórias dos mapuches. Bem pelo contrário. A ideia do diretor é mostrar uma vida que vai além dos conflitos. “Eles não são só coitadinhos. Não é bem assim, tem outra cor. O filme quer é apresentar uma realidade nunca apresentada antes”. Quanto à mistura de drama e documentário, por fim, Jure disse que não teve maiores problemas ao unir as duas narrativas: “Não há muita diferença no roteiro entre esses dois ‘gêneros’. A minha preocupação ao escrever o filme era só saber se aquilo que era contado condizia com a realidade”.

Na segunda etapa dos debates de longas, Colegas foi o centro das atenções. O diretor Marcelo Galvão estava presente junto com sua equipe. O roteiro do filme começou a ser escrito em 2005 e, após passar por muitos tratamentos, chegou ao ponto em que o diretor queria: “O meu desejo é que Colegas seja uma espécie de Goonies. Ou seja, que ele se torne um filme para crescer com o público juvenil, para morar na memória dele e acostumá-lo a enxergar os portadores de síndrome de down com normalidade”. Sobre esta “normalidade”, a atriz Juliana Didone destacou a desenvoltura do trio de protagonistas – portadores da síndrome – e a total sinceridade deles: “Foi uma experiência de vida. Eles não têm as máscaras que nós colocamos”.
Colegas é um filme sobre síndrome de down que, no entanto, teve enorme dificuldade nas tentativas de captar recursos, o que assustou o diretor Marcelo Galvão, que não esperava tanta rejeição devido à importância do tema inclusão social. As dificuldades, no entanto, não intimidaram os envolvidos na equipe: com orçamento de seis milhões, otimizaram a verba, cobraram pequenos cachês do elenco e reuniram mais de 300 atores para testes. “No final das contas, tudo o que nós desejamos, conseguimos para o filme. De todos os trabalhos que já fiz, esse foi a que teve a energia mais gostosa”, comentou o diretor. A dedicação e o interesse pelo tema também vem de uma questão pessoal. Marcelo Galvão cresceu com um tio portador de síndrome de down e pensou muito na abordagem do tema: “Usamos termos como ‘retardado’ e ‘mongolóide’ de propósito no filme. Através dessa forma caricata, queríamos fazer uma crítica”.
Colegas também foi todo idealizado sob a ótica da acessibilidade: além da sessão com audiodescrição na segunda-feira, o longa, segundo o produtor executivo Marçal Souza, também terá audiodescrição e tradução em libras quando for lançado em DVD. “Não é difícil nem caro”, lembrou o produtor. Regina Pokk, que integra o trio de protagonistas, não escondeu a felicidade e as lágrimas nos olhos ao falar de sua participação em Colegas. E ainda brincou: “Quando eu ganhar o Kikito de melhor atriz, vou agradecer a duas pessoas em especial. Primeiro, minha mãe, que sempre me ajudou bastante. E, depois, Marcelo Galvão, que me deixa muito orgulhosa. Também agradeço a todos que estiveram por perto e que tiveram paciência”.
Entre os curtas-metragens, Casa Afogada foi o único a ser debatido, trazendo à mesa o diretor Gilson Vargas e as diretoras de arte Gilka Vargas e Iara Noemi. A equipe falou sobre o processo de construção e desconstrução da casa do título, o trabalho de estímulos reais com o ator Zé da Terreira e as diferentes interpretações para a história.

Ator Rodrigo Pandolfo conhece o Cinema Itinerante Volare Visione.
Foto: Itamar Aguiar/Pressphoto
O cinema está por toda a parte no Festival de Gramado. A linha Visione, um ônibus-cinema itinerante, com capacidade de exibição de filmes inclusive em tecnologia 3D, tem três sessões diárias com os Curtas Gaúchos da RBS. Os vidros laterais colados e curvos garantem o conforto térmico e acústico dos espectadores. “O modelo foi idealizado especialmente para o Festival de Cinema de Gramado. Com o lançamento dele, consolidamos a nossa parceria com o evento, que chega aos seus 40 anos. É a nossa atração exclusiva para o Festival”, comentam Evandro Libardi e Maria Luiza Gazzola, prospectadores da Volare no Festival. O novo espaço de cinema está localizado em frente à Igreja de Pedra, ao lado do Palácio dos Festivais.
A Volare, unidade de negócios da Marcopolo S.A., também é a responsável pelo transporte dos artistas e participantes da 40ª edição do Festival de Cinema de Gramado. Foram disponibilizadas dez unidades do modelo W9 Limousine, com design exclusivo para o evento. Veículo mais luxuoso da marca, o modelo foi projetado com características únicas de conforto, requinte, maior espaço interno e acabamento superior.
Programação Curtas Gaúchos no Volare Visione:
11 de agosto:
16h – Todos os Balões vão para o Céu, de Frederico Pinto
17h – Longe de Casa, de Gilson Vargas
18h – Grenal é grenal – Poupança é Poupança, de Cristiano Trein
12 de agosto
16h – À moda antiga, de Bruno Carvalho
17h – A maior praia do mundo- Origem, Piratarias e Naufrágios, de Pena Cabreira
18h – O guitarrista no telhado, de Guto Bozzetti
13 de agosto
16h – Pequena alma terna flutuante, de André Costantin
17h – Mulheres em transe – Fora de circulação, de Rafael Figueiredo
18h – Trocam-se bolinhos por histórias de vida , de Denise Marchi
14 de agosto
16h – Todos os Balões vão para o Céu, de Frederico Pinto
17h – Longe de Casa, de Gilson Vargas
18h – Grenal é grenal – Poupança é Poupança, de Cristiano Trein
15 de agosto
16h – À moda antiga, de Bruno Carvalho
17h – A maior praia do mundo- Origem, Piratarias e Naufrágios, de Pena Cabreira
18h – O guitarrista no telhado, de Guto Bozzetti
16 de agosto
16h – Pequena alma terna flutuante, de André Costantin
17h – Mulheres em transe – Fora de circulação, de Rafael Figueiredo
18h – Trocam-se bolinhos por histórias de vida , de Denise Marchi
17 de agosto
16h – Todos os Balões vão para o Céu, de Frederico Pinto
17h – Longe de Casa, de Gilson Vargas
18h – Grenal é grenal – Poupança é Poupança, de Cristiano Trein
18 de agosto
16h – À moda antiga, de Bruno Carvalho
17h – A maior praia do mundo- Origem, Piratarias e Naufrágios, de Pena Cabreira
18h – O guitarrista no telhado, de Guto Bozzetti

Repórter: Matheus Pannebecker / Foto: Edison Vara/Pressphoto
Homenageado do Kikito de Cristal 2012, o diretor argentino Juan José Campanella conversou com a imprensa hoje à tarde em coletiva de imprensa realizada na Sala de Debates da Sociedade Recreio Gramadense. Entre elogios ao ator Ricardo Darín, comentários sobre seus novos projetos e análises do cinema argentino, Campanella diz estar orgulhoso com a homenagem do Festival: “Faz dez anos que estive em Gramado com O Filho da Noiva. É bom estar de volta. Gostaria de passar toda a semana, mas a minha agenda não permite. É uma honra saber que o Brasil pensou em mim”. Ele também aponta que o Festival de Cinema de Gramado é o mais importante do cinema latino-americano, além de ser uma ferramenta de unificação: “Culturalmente, Brasil e Argentina são países muito iguais. É importante realizar esse intercâmbio. Tenho muito orgulho de estar aqui”.
A Câmara Municipal de Vereadores realizou na segunda-feira, dia 13, sessão solene de entrega de Moções de Congratulações ao evento e às pessoas que foram fundamentais para sua realização. O primeiro a receber a homenagem foi o Festival de Cinema como um todo. A honraria foi entregue a Secretária de Turismo, Rosa Helena Volk, em agradecimento a relevância do evento perante a comunidade gramadense, bem como por enaltecer a cultura e a indústria cinematográfica.
Em seguida quem recebeu a homenagem foi João Romeu Dutra. O homenageado foi o primeiro secretário de Turismo de Gramado, e estava à frente da pasta quando da criação da Mostra de Cinema, e também do Festival de Cinema, coordenando o evento de 1973, quando surgiu o Festival, até 1977.
Depois foi a vez de homenagear Enoir Antônio Zorzanello que desde o início do evento participou da Comissão o conduziu. Presidente do Festival de Cinema por 16 anos, Enoir foi também um dos idealizadores do Gramado Cine Vídeo, criado em 1993.
João Alfredo de Castilhos Bertoluci (Fedoca) foi o quarto homenageado. Ele foi presidente do Festival de Cinema por três anos. Sob sua direção houve a internacionalização do Festival de Cinema, com a inclusão de países como Argentina, Uruguai, Chile, Venezuela, Peru, Nicarágua, México, Cuba, Portugal e Espanha.
O quinto homenageado da noite foi Alemir Coletto, que esteve à frente do evento de 2006 a 2011, assegurando neste período o real significado do Festival. A Câmara homenageou ainda o Patrono do Festival de Cinema de Gramado, Horst Volk. O homenageado foi o idealizador do evento que teve a sua primeira edição quando Horst era interventor federal em Gramado. Como empresário Volk apoio por muitos anos a realização deste Festival, sendo um dos responsáveis pelo seu crescimento e pela continuidade, já que o evento ocorreu de forma ininterrupta.
Os estudantes de Gramado também têm vez na programação do 40º Festival de Cinema de Gramado. Na manhã de hoje, dia 14 de agosto, terça-feira, Leonardo Peixoto, da Um Cultural, produtora e proponente do Festival, se encontrou com os estudantes do ensino médio e público interessado para a palestra – debate A experiência de Fazer Cinema, na Sociedade Recreio Gramadense. O produtor Beto Rodrigues também falou com a turma, que saiu impressionada com os truques ensinados.
Os alunos do projeto Educavídeo Gramado terão uma noite exclusiva para a mostra de suas produções no Festival. Os 19 vídeos em formato de curtíssimas, com média de duração de três minutos, produzidos pelos estudantes serão exibidos na programação paralela do evento, na sexta-feira, dia 17 de agosto, na Câmara de Vereadores.
Noite Educavídeo no Festival de Cinema
Data: 17 de agosto de 2012, sexta-feira
Horário: 19h
Local: Câmara de Vereadores – Rua São Pedro, nº 369 – Centro – Gramado

Foto: Edison Vara/Pressphoto
A noite de segunda-feira foi movimentada no Palácio dos Festivais. Além da exibição dos filmes em competição, dois momentos se destacaram na programação do Festival. O primeiro foi a apresentação do Cirque du Soleil. Os personagens de Varekai invadiram o tapete vermelho com direito aos tradicionais figurinos exuberantes e animada trilha sonora. A intervenção também aconteceu no Palácio dos Festivais, onde os personagens subiram ao palco e brincaram com a plateia.
Outro destaque foi a exibição com audiodescrição do filme Colegas, de Marcelo Galvão, da mostra competitiva de longas nacionais. A sessão recebeu mais de 25 pessoas com deficiência visual, todos emocionados e animados com a oportunidade, que vieram de Parobé para acompanhar o filme. A audiodescrição ficou a cargo da Tagarelas Produções. Na mostra competitiva, foram exibidos os curtas Meta, de Rafael Baliu, e Casa Afogada, de Gilson Varga. Além de Colegas, a programação também exibiu o longa argentino Diez Veces Venceremos, de Cristian Jure.
Hoje, 13 de agosto, o Cine Comunidade recebeu os alunos de Ensino Médio da Escola Visconde de Mauá, que tiveram o privilégio de saber um pouco mais da história do Festival de Cinema diretamente da fonte. Durante a atividade Abrindo o Baú, o patrono do Festival, Horst Volk, falou sobre Gramado, desde a Festa das Hortênsias, que deu inicio ao turismo, até a trajetória dos 40 anos do Festival, chegando ao presente evento.
PROGRAMAÇÃO CINE COMUNIDADE:
10 de agosto
14h – Abertura – Apresentação do Cine Comunidade
Atração Cultural: Projeto Dança CAIC – Trilhas de Filmes
Local: Câmara de Vereadores – Teatro Elisabeth Rosenfeld – Rua São Pedro, nº 369
11 de agosto
14h – ExpoCine – Mostra Artes Plásticas “Pintando os 40 Anos do Festival” (pintura ao vivo) -
Local: Rua Coberta – Rua Madre Verônica
12 de agosto
14h – ExpoCine – Mostra Artes Plásticas “Pintando os 40 Anos do Festival” (pintura ao vivo)
Local: Rua Coberta – Rua Madre Verônica
13 de agosto
14h – Abrindo o Baú – Cinema e História
Palestra com Horst Volk, patrono do Festival de Cinema de Gramado
Local: Câmara de Vereadores – Teatro Elisabeth Rosenfeld – Rua São Pedro, nº 369
14 de agosto
09h – Kikito de Rua – Arte Urbana
Mostra Cine Social – Exibição de Filmes
Oficina de Grafite, com Trampo
Oficina de Hip Hop, com Nitro Di
Local: Caminho da Cidadania e Centro de Cultura II (sala 03) – Câmara de Vereadores – Rua São Pedro, nº 369

Foto: Ernani Marques
A Oi patrocina, pelo terceiro ano consecutivo, o Festival de Cinema de Gramado. O evento também conta com apoio cultural do Oi Futuro, Instituto de Responsabilidade Social da Oi. Reforçando a cultura como um dos pilares de sua marca, a marca leva para a Serra Gaúcha o projeto #OIEMGRAMADO, com atrativos para o público que comparece ao Festival e à Casa Oi Gramado, localizada na Rua Coberta. No espaço, o visitante pode utilizar gratuitamente o espaço “Wi-Fi Zone”, que disponibiliza sinal de internet rápida no deck principal e desfrutar da cafeteria Oi/ Madre Café.
Nas principais ruas da cidade placas e bandeiras sinalizam o Festival de Gramado e as ações da Oi. Na Casa Oi e no Coreto também são desenvolvidas diversas atividades de interatividade para os visitantes. Durante o Festival, a Oi também viabiliza gratuitamente o serviço de internet banda larga com velocidade de 100 Mbps com 30 computadores na “sala de imprensa” do evento, localizada na Sociedade Recreio Gramadense, no centro da cidade.
O projeto Cinema dos Bairros leva a sétima arte para os bairros, escolas e ginásios na região de Gramado. A atividade tem como objetivo democratizar o acesso à cultura. O Projeto Cinema nos Bairros conta com a parceria das escolas para divulgar sua programação junto à comunidade. Todas as sessões são gratuitas e acontecem diariamente de hoje até 17 de agosto, sempre às 19h.
13/08 • SEGUNDA-FEIRA
19h – Férias de Lord Lucas (Histórias Curtas) e O Palhaço
Local: CENEC – Rua São Pedro, 275 – Centro
14/08 • TERÇA-FEIRA
19h – O Guitarrista no Telhado (Histórias Curtas) e Orquestra dos Meninos – com presença do ator Carlos Meceni
Local: Escola Pedro Zucolotto – Rua Caldas Júnior, 289 – Três Pinheiros
15/08 • QUARTA-FEIRA
19h – Marino (Histórias Curtas) e O Palhaço
Local: Escola Maximiliano Hahn – Rua Cerro Largo, 80 – Carniel
16/08 • QUINTA-FEIRA
19h – Várzea Grande – Gol a Gol (Histórias Curtas) e Antes Que o Mundo Acabe
Local: Centro Municipal de Cultura Várzea Grande – Av. 1 de Maio, 105
17/08 • SEXTA-FEIRA
19h – SMS (Histórias Curtas) e curtas do Projeto Educavídeo
Local: Câmara de Vereadores – Teatro Elisabeth Rosenfeld – Rua São Pedro, nº 369

Repórter: Matheus Pannebecker / Foto: Itamar Aguiar/Pressphoto
Nessa segunda, foi a vez de Futuro do Pretérito: Tropicalismo Now! ser a pauta do tradicional debate do Festival. Os diretores Ninho Moraes e Francisco Cesar Filho, juntos com a equipe, estiveram presentes na Sala de Debates da Sociedade Recreio Gramadense para falar sobre o filme exibido na sessão de domingo. Antes de tudo, o longa é, segundo Ninho Moraes, uma visão diferente sobre o tropicalismo: “Ele complementa longas como Tropicália e Uma Noite em 67. É, na realidade, uma visão de agora sobre aquele momento. Não é um resgate, é um retrato de como o tropicalismo aparece nos dias de hoje”.
Para tal abordagem, os diretores foram cautelosos ao escolher os entrevistados do filme. Caetano Veloso, por exemplo, apesar de ser tema de muitos depoimentos, não aparece em Futuro do Pretérito: Tropicalismo Now!. Isto, no entanto, é escolha dos próprios diretores. “O próprio Gilberto Gil aparece no filme mais como ministro da cultura do que como tropicalista. E o Caetano já disse tudo o que tinha a dizer sobre o assunto em um livro que escreveu”, comentou Ninho. E, apesar dos depoimentos e da narrativa “datada” (termo utilizado pelo próprio Ninho), ele não categoriza o filme como documentário, mas sim como um trabalho poético e tropicalista ilustrado por um show.
No debate também também estava presente o músico André Abujamra. Ele comentou que, mesmo conhecendo os diretores de longa data, a experiência foi um desafio: “O filme é um trapézio sem rede. É muita responsabilidade fazer arranjos de músicas tropicalistas. Foi uma experiência arriscada, mas acredito que está dando certo”. O músico Luis Caldas, que, assim como Abujamra, está presente no filme e participou do debate, definiu o tropicalismo como único: “Dizem que o axé music é o movimento musical pós-tropicalismo mais importante. Só que o axé music tem interferência de produtores e de dinheiro… Movimentos musicais não se comparam. Cada um tem sua música, sua geração, seu tempo”.
Logo após o debate de Futuro do Pretérito: Tropicalismo Now!, aconteceu o debate dos curtas nacionais exibidos na noite anterior. Assim, estavam em pauta Dicionário, representado pelo diretor Ricardo Weschenfelder e pelo ator Ivo Müller, e Diário do Não Ver, com as diretores Cristina Maure e Joana Oliveira.

Repórter: Matheus Pannebecker / Foto: Cleiton Thiele/Pressphoto
Alunos de escolas de Gramado tiveram uma tarde especial na programação do Festival. Às 14h, eles compareceram ao Palácio dos Festivais para conferir o longa-metragem Antes Que o Mundo Acabe, da diretora Ana Luiza Azevedo. O filme, que mostra os conflitos do jovem Daniel (Pedro Tergolina), reuniu mais de 950 crianças no local. Para a coordenadora geral do Festival, Rosa Helena Volk, a iniciativa é de pura união: “Desde que começamos a fazer o projeto desta edição, um dos nossos objetivos sempre foi alcançar uma maior intrgração com a comunidade gramadense. Para os alunos, essa sessão tem toda uma magia”.
Quem também participou do evento e, inclusive, subiu ao palco do palácio para falar em nome das escolas, foi a secretária de educação de Gramado, Vera Pante. Ela comemora a relação com o Festival: “Estar aqui significa colaborar e fazer parte dessa história, principalmente agora quando o evento comemora 40 anos. As crianças também são importantes, já que realizam projetos de audiovisual na cidade, como o Educavídeo”.

Repórter: Matheus Pannebecker / Foto: Itamar Aguiar/Pressphoto
Depois de dois dias de exibição no Palácio dos Festivais e da noite de premiação realizada no domingo, hoje foi dia do debate “O curta-metragem na produção gaúcha”, uma parceria entre o Curso de Realização Audiovisual da Unisinos e o Festival de Cinema de Gramado. Com mediação de Roger Lerina, a atividade aconteceu no Teatro Elisabeth Rosenfeld, da Câmara de Vereadores, e reuniu representantes dos curtas gaúchos exibidos nos dias 11 e 12 de agosto.
A organizadora do debate, Flávia Seligmann, diz que o encontro é importante para a produção audiovisual do Estado: “Esse debate traz a voz do cinema gaúcho para o Festival. Com ele, também retomamos a relação de parceria e afeto com o evento”. Ela ainda destacou a importância da volta da exibição dos curtas no Palácio dos Festivais, uma conquista para a categoria. O mediador Roger Lerina elogiou o evento, enfatizando as boas notícias para o audiovisual gaúcho, como a parceria com o Festival de Havana, as sessões lotadas no Palácio e o terceiro ano consecutivo dos debates dos curtas.
Logo, em um primeiro momento, foi realizada a apresentação de todos os curtas e seus representantes. O principal tema, no entanto, foi a dificuldade de produzir filmes no país. “Não podemos ficar só à espera de financiamento. Temos que batalhar, cobrar e não ficar só no coitadismo”, comentou Fernando Mantelli, diretor de Rigor Mórtis. A luta das pequenas produtoras e a dificuldade de realizar curtas sem grande apoio foram assuntos que nortearam boa parte do debate. Entre perguntas do público e conversas sobre a relação entre realizador e espectador e a divulgação da produção local na TV, o debate se estendeu durante quase duas horas. Confira aqui os vencedores da edição 2012 da Mostra Gaúcha – Prêmio Assembleia Legislativa.
Repórter: Matheus Pannebecker / Foto: Edison Vara/Pressphoto
Na noite desse domingo, já foram anunciados os primeiros vencedores do 40º Festival de Cinema. Em cerimônia realizada no Palácio dos Festivais, o público conheceu os vencedores da Mostra Gaúcha – Prêmio Assembleia Legislativa. O melhor curta foi Elefante na Sala, que também levou o prêmio de melhor roteiro. Garry, Casa Afogada e Fez a Barba e o Choro também foram destaques da premiação.
Antes da entrega dos prêmios, foram realizadas três homenagens especiais. A primeira foi para o professor, diretor, ator e produtor Sérgio Silva – que não esteve presente devido a problemas de saúde. O jornalista Roger Lerina, acompanhado da representante da ACCIRS, Ivonete Pinto, prestou a homenagem a Sérgio Silva: “Ele é uma figura de destaque da cena cultural e da vida acadêmica. Mais do que realizador e grande professor, é um sujeito de conhecimento enciclopédico e infindável”.
Hiron Cardoso Goidanich, o Goida, também recebeu homenagem na cerimônia. A presidente da ACCIRS, Mônica Kanitz, foi quem entregou a placa ao homenageado. Emocionado, ele subiu ao palco e, citando nomes como P.F. Gastal, agradeceu a todos que fizeram o Festival de Cinema de Gramado: “Se eu fosse falar o nome de todos que ajudaram a dar dignidade e encanto a esse Festival, ficaria aqui até de manhã. De certa maneira, não estaria aqui se não fosse todos vocês!”.
Finalizando a sequência de homenageados da noite, foi a vez do Núcleo de Especiais da RBSTV ser lembrado pelo Festival. A gerente de produção da emissora, Alice Urbim, e o diretor de Núcleo de Especiais, Gilberto Perin, estavam presentes para receber a homenagem. “É emocionante estar aqui. O reconhecimento só existe com um ciclo de realizadores e espectadores. Viva os curtas!”, celebrou Alice. Perin ainda agradeceu aos jovens cineastas que possibilitaram toda essa história: “Me sinto privilegiado de trabalhar com tanta gente criativa do audiovisual gaúcho. Tenho certeza que os futuros vencedores estão aqui nessa plateia”.
Além das homenagens e da premiação, o diretor da Um Cultural (proponente e produtora do Festival), Ralfe Cardoso, anunciou uma grande novidade: Gramado, agora, tem parceria com o Festival de Havana. E tal parceria já começa a ser colocada em prática, uma vez que os vencedores da Mostra Gaúcha – Prêmio Assembleia Legislativa serão exibidos em uma programação paralela do próximo Festival de Havana. “É um esforço de muitos. Rumo à Havana com a gauchada!”, comemorou Ralfe. A parceria se deu por intermédio da diretora de programação do Festival, Zita Morriña, presente em Gramado no júri de longas estrangeiros.
Conheça os vencedores da Mostra Gaúcha – Prêmio Assembleia Legislativa, anunciados na noite de domingo, 12 de agosto, no Palácio dos Festivais:
MELHOR PRODUTOR EXECUTIVO: Cinematográfica Pata Negra Ltda – Gilson Vargas e Beto Picasso (Casa Afogada)
Entrega: Beto Rodrigues, representante do SIAV-RS
Prêmio: R$ 2.500,00
MELHOR EDIÇÃO DE SOM: Gabriela Bervian (Casa Afogada)
Entrega: Beto Rodrigues, representante do SIAV-RS
Prêmio: R$ 2.500,00
MELHOR MÚSICA: Bunker Studio (Fez a Barba e o Choro)
Entrega: Ivonete Pinto, representante da ACCIRS
Prêmio: R$ 2.500,00
MELHOR DIREÇÃO DE ARTE: Iara Noemi e Gilka Vargas (Casa Afogada)
Entrega: Tiago Brandalise, representante do IECINE
Prêmio: R$2.500,00
MELHOR MONTAGEM: Bruno Carboni (Garry), representado por Richard Tavares
Entrega: Alfredo Barros, presidente da APTC-RS
Prêmio: R$2.500,00
MELHOR FOTOGRAFIA: Bruno Polidoro (Fez a Barba e o Choro)
Entrega: Jaime Lerner, cineasta, presidente ABD Nacional e vice presidente da Fundacine
Prêmio: R$ 2.500,00
MELHOR ROTEIRO: Guilherme Petry e Samir Arrage (Elefante na Sala)
Entrega: diretor Paulo Nascimento
Prêmio: R$ 2.500,00
MELHOR DIRETOR: Richard Tavares e Bruno Carboni (Garry)
Entrega: diretor Paulo Nascimento
Prêmio R$ 2.500,00
PRÊMIO EXIBIÇÃO CURTAS GAÚCHAS: Garry, de Richard Tavares e Bruno Carboni
Entrega: Gilberto Perin, diretor do núcleo de especiais da RBS TV
MELHOR ATRIZ: Fernanda Carvalho Leite (Lobos), representada por Emiliano Cunha
Entrega: ator Nelson Diniz
Prêmio: R$ 2.500,00
MELHOR ATOR: Guto Zuster (24 Horas com Carolina), representado por Eduardo Wannmacher
Entrega: primeiro secretário da Assembleia Legislativa do Estado – Pedro Westphalen
Prêmio: R$ 2.500,00
MELHOR FILME: Elefante na Sala, de Guilherme Petry
Entrega: primeiro secretário da Assembleia Legislativa do Estado – Pedro Westphalen – Prêmio R$ 5.000,00.
(O melhor filme da mostra gaúcha também recebe R$ 8.000 reais em locação de equipamentos de iluminação, acessórios e maquinaria da Naynar- POA, empresa do grupo Cia-Rio Brasil).
É hoje a primeira festa do Festival! O encontro será logo após a cerimônia de Premiação da Mostra Gaucha – Prêmio Assembleia Legislativa, que está marcada para às 21h30. Os diretores e produtores dos 21 filmes concorrentes serão recebidos para um coquetel de confraternização no Restaurante Domus Mea, em Canela. O grande diferencial do restaurante é que todos os pratos são harmonizados com cervejas nacionais e importadas, num ambiente acolhedor, com a opção também de harmonizar os pratos com vinhos, bebidas sem álcool e ainda drinks e espumantes.
Serviço:
Coquetel em comemoração à premiação da Mostra de Curtas Gaúchos
Local: Restaurante Domus Mea, Av. Dom Luiz Guanella, 580 – Canela
Data: 12 de agosto de 2012, domingo
Horário: 22h
Convidados: autoridades e diretores dos filmes concorrentes
Foto: Itamar Aguiar/Pressphoto
Dirigido por Rubens Rewald e Rossana Foglia (codireção), Super Nada inaugurou os debates desse domingo. Com a proposta de contar os dramas de um personagem urbano, o filme tem foco, segundo o diretor, em questões familiares, afetivas e profissionais. “Outra ideia central é o não. É uma história sobre como existe apenas um sim para dez respostas negativas, sobre alguém que acredita na possibilidade de ser muito mais do que a vida lhe proporciona”, comentou Rewald. O ator, Marat Descartes, também presente no debate, revelou que não foi fácil aceitar o papel do ator que sonha em ser grande profissionalmente: “Quando ele [o diretor] me convidou, entrei em crise, porque não achava que tinha a idade para o papel. Mas depois percebi que não ter se encontrado na carreira não tem idade. Pode acontecer a qualquer um, em qualquer profissão”.
Outro ponto de destaque do debate foi a participação de Jair Rodrigues no elenco de Super Nada. O papel, de acordo com a equipe, não era fácil. “É um papel arriscado para um ator consagrado. E tinha que ser alguém de peso, não um super nada”, comenta a codiretora Rossana Foglia. Após conflitos de agenda com vários atores que haviam topado participar, como Marcos Caruso e Otávio Augusto, a ideia de Jair Rodrigues foi aprovada. “Quando convidamos o Jair, ele disse que já tinha feito tudo de música e que seria divertido atuar. E ele topou. Aí adaptamos o roteiro para o Jair, que, poucos sabem, já tinha feito cinema”, contou Rubens. Super Nada ainda é definido pelo diretor como o retrato do nicho de uma cidade. No caso, o teatro paulista, onde Rewald tem vasta experiência.

Foto: Itamar Aguiar/Pressphoto
A mesa de debates também recebeu a equipe do longa-metragem estrangeiro Artigas, La Redota, de Cesar Charlone. O diretor, por sinal, comentou sua vontade de fazer um filme diferente e polêmico: “Independente da abordagem, o próprio Artigas seria alvo de polêmicas. Ele por si só já divide a opinião de historiadores, que o definem em extremos de libertador a uma mentira. Então, pensei em abraçar o tom provocativo desde o início, e ainda me perguntei: por que não me divertir com Artigas?”. Com o intuito de provocar, Charlone contou que não permitiu a presença da imprensa nas filmagens, contratou um ator polêmico para o papel principal e tomou algumas liberdades históricas.
O resultado? Só no Uruguai Artigas, La Redota foi um grande sucesso, sendo, inclusive, exibido ao ar livre. O diretor revelou que pensou mais na parte cinematográfica do longa, enquanto oito historiadores eram responsáveis pelo retrato do libertador Artigas. Além disso, o diretor de O Banheiro do Papa, já premiado em Gramado, ainda falou sobre a importância da arte em seu filme, que está representada pela figura verídica do pintor Juan Manuel Blanes: “O legado de um país é a arte. E eu também queria que o Uruguai fosse lembrado por um artista”. Assumindo a provocação, a inventividade e o humanismo com que mostrou Artigas, Charlone justificou: “Maduro é aquele povo que reconhece os herois de sua história e assume que eles erraram”.
Domingo também foi dia do debate de curtas brasileiros, cuja mostra começou no sábado. Um curta é exibido antes de cada longa em competição. Inaugurando a mostra competitiva, foram exibidos Linear, de Amir Admoni, e A Triste História de Kid Punhetinha, de Andradina Azevedo e Dida Andrade. O diretor de Linear, que já trabalhou na MTV e na Disney de Buenos Aires, contou o processo de idealização do curta, dando ênfase para as cenas que conseguiu ao acaso e o elaborado trabalho de pós-produção. Já os diretores de A Triste História de Kid Punhetinha enfatizaram o fato do curta ser diferente do que o título indica, uma vez que, segundo eles, o próprio preto-e-branco foi usado para a “pesada” história chegar a um tom mais cru e seco possível.

Amor Proibido, dirigido por Maciel Brum, tem sessão no Teatro Elisabeth Rosenfeld
Gramado, além de ser palco do Festival, é cenário de um filme exibido na programação da 40ª edição. Amor Proibido, ambientando na cidade, tem apresentação única no Teatro Elisabeth Rosenfeld, da Câmara de Vereadores, no dia 17 de agosto, às 15h.
Dirigido pelo gramadense Maciel Brum, o filme conta a historia de Paulo (Paulo Vilela), gay não assumido que divide um quarto com o amigo heterossexual Daniel (Thierry Figueira). No decorrer da trama, Paulo se apaixona por Daniel. Revoltado e surpreso ao descobrir a sexualidade do amigo, Daniel acaba se afastando dele, que, triste e magoado, resolve desabafar com sua melhor amiga Marina (Giovanna Ewbank), que, até então, sem saber que Paulo é gay, cultiva uma paixão por ele. A trama, então, passa a misturar muitos sentimentos: amor, ódio, preconceito e vingança.
“Mostrar as belezas naturais de Gramado para o mundo me enche de orgulho”, comenta o diretor. Já sobre a temática em si, Maciel diz que Amor Proibido é universal: “O assunto do momento, não só no Brasil, mas no mundo, é a homofobia. Vivemos uma época importante neste sentido. O movimento contra o preconceito homossexual ganha cada dia mais força. E o cinema é uma grande ferramenta para conscientizar as pessoas. Todos temos direitos iguais, independente da opção sexual”, afirma o diretor.

Foto: Itamar Aguiar/Pressphoto
A segunda noite do Festival abriu a mostra competitiva de longas-metragens estrangeiros com Artigas, La Redota, novo filme de Cesar Charlone. A coprodução entre Uruguai e Brasil trouxe ao Palácio dos Festivais o diretor e a equipe do longa. “Sou cidadão uruguaio, mas aprendi cinema aqui no Brasil. Então, é bonito estar aqui em Gramado e nesse estado que é o mais latino-americano do Brasil”, comentou.
O segundo filme da noite foi “Super Nada”, dando continuidade à mostra de longas brasileiros iniciada na noite de abertura. O diretor Rubens Rewald comentou a importância de seu filme estar concorrendo: “É importante que ele estreie em um festival prestigiado. Isso dá força à trajetória do filme. E o Festival de Gramado é um dos mais tradicionais, talvez o mais conhecido do grande público”.
Todos os dias, na Sociedade Recreio Gramadense, acontece o tradicional debate de curtas e longas em competição com os jornalistas. A mediação é do crítico de cinema Carlos Eduardo Lourenço Jorge, responsável pelos debates desde 1990.
DOMINGO – 12/08
11h
Curtas Nacionais: Linear – Amir Admoni e A triste história de Kid Punhetinha – André Azevedo
Longa Nacional: Super Nada – Rubens Rewald e elenco.
Longa Estrangeiro: Artigas – Cesar Charlone e elenco.

Foto: Cleiton Thiele/Pressphoto
Seguindo a tradição, começou hoje a série de debates dos filmes exibidos no Festival de Cinema de Gramado. A atividade, realizada na Sociedade Recreio Gramadense, teve como tema os dois longas exibidos na noite de abertura: 360, de Fernando Meirelles, fora de competição, e Eu Não Tenho a Menor Ideia do que Eu To Fazendo Com a Minha Vida, de Matheus Souza. Os debates têm mediação do crítico de cinema Carlos Eduardo Lourenço Jorge.
No debate de 360, o diretor Fernando Meirelles, a atriz Maria Flor e a responsável pela trilha sonora Ciça Meirelles responderam as perguntas da imprensa, que abordaram temas como o trabalho com o elenco, o estilo narrativo do filme e a carreira do diretor. Meirelles, por sinal, creditou o filme a todos da sua equipe, desde o elenco que, segundo ele, foi decisivo para que aceitasse fazer o projeto, até o roteirista Peter Morgan, presente em todas as importantes etapas da realização do filme.
Apesar de 360 ser uma realização pessoal de Meirelles e, conforme o próprio diretor afirmou, a experiência mais prazerosa de sua carreira por colocar em prática um antigo desejo de falar sobre relacionamentos através de um olhar mais íntimo, ele revela que não tem a intenção de repetir a estrutura desafiadora: “Foi angustiante trabalhar com tantos personagens. Sofri com isso. Eu queria mais tempo para falar sobre aqueles personagens”.
360 é, para o diretor, um filme sobre antagonismos: “Mas é aquele antagonismo que está dentro de todos nós. Aquele momento em que precisamos fazer uma escolha. É isso que dá unidade ao filme: nós somos nossos próprios inimigos”. O filme, que custou 14 milhões de dólares, ainda traz astros como Anthony Hopkins. A atriz Maria Flor, que contracenou com ele, comentou a experiência única: “Na frente das câmeras, ele é muito técnico e centrado. Mas, fora, é totalmente gentil e desarmado, com um jeito muito simples e econômico de interpretar. Amadureci muito depois dessa experiência”.
No encontro, Fernando Meirelles ainda confirmou seu próximo longa: Nemesis, sobre a tumultuada relação entre Aristóteles Onassi e Bobby Kennedy, com roteiro de Bráulio Mantovani. O filme é a relização de uma vontade do diretor: “Antes de voltar a fazer cinema no Brasil, meu maior desejo é fazer um filme em que eu esteja envolvido desde o início. E esse é o caso. Depois, volto às minhas raízes”.

Foto: Cleiton Thielle/Pressphoto
No segundo debate desse sábado, a equipe do filme Eu Não Faço a Menor Ideia do que Eu Tô Fazendo Com a Minha Vida também ocupou a mesa. O diretor Matheus Souza e os atores Clarice Falcão e Rodrigo Pandolfo responderam questões que foram além do filme: falaram, também, sobre as angústias da geração Y. Realização pessoal de Matheus Souza, a história traz muito de seu autor. “O que eu sei fazer é falar sobre mim, sobre meus amigos e minha geração. E o título vem da minha própria vida, de um momento em que eu me olhei no espelho e fiz a tal afirmação”, comentou Matheus.
O pequeno orçamento e as dificuldades de produção assustaram um pouco o diretor: “O filme custou em torno de 20 mil, o que para mim é uma superprodução. E trabalhei sempre com a certeza de que algo daria errado. A burocracia do cinema nacional me assusta”. O resultado, no entanto, segundo o diretor, não se altera e a mensagem faz jus ao que ele quis passar: “Crescemos com conceitos mastigados sobre honra, amizade, lealdade, amor… Mas as coisas não são como nos ensinaram. É clichê, mas eu também ainda não sei muito bem o que eu tô fazendo com a minha vida”.
A atriz Clarice Falcão, que interpreta a protagonista do longa, indicou que o trabalho com amigos foi essencial para sua interpretação: “Tenho essa coisa meio circense dentro de mim. Adoro trabalhar em família. O Matheus dirige muito bem atores e isso me ajudou muito na hora de ser mais introspectiva quando o papel pedia, já que eu sou muito dramática na vida real”. O ator Rodrigo Pandolfo, que contracena com Clarice, ainda elogiou o roteiro de Matheus: “Não precisei nem mesmo acabar de ler. Antes mesmo do final eu já tinha ligado para dizer que topava”.
Matheus Souza também revelou que estar no Festival de Cinema de Gramado é a continuação de um sonho que começou a se tornar realidade quando ele começou a filmar. Honrado de dividir a sessão noturna com Fernando Meirelles, o diretor não esconde a admiração pelo prêmio e pela cidade: “Poxa, o Kikito é o Oscar de black power! E a cidade ainda é incrível, cheia de pessoas bonitas”. O futuro? Bom, ele é incerto para Matheus: “Ainda vou lançar uma animação que faz parte de uma trilogia geracional que idealizei. Mas depois disso? Não sei qual o próximo passo. Faço filmes que não são alternativos nem populares o bastante. E isso é suicídio profissional. Preciso descobrir o que sou”.

Primeira noite homenageou Eva Wilma e exibiu 360 (fora de competição) e Eu Não Faço a Menor Ideia do que Eu Tô Fazendo Com a Minha Vida.
Foto: Edison Vara/Pressphoto
A Orquestra Sinfônica de Gramado foi a grande atração da cerimônia de abertura oficial do 40º Festival de Cinema de Gramado. Autoridades, convidados e visitantes acompanharam a apresentação da Orquestra que, sob regência do maestro Bernardo Grings, executou as trilhas dos filmes A Conquista do Paraíso e Piratas do Caribe, além da clássica Por Una Cabeza, de Carlos Gardel. A atriz Eva Wilma, homenageada do Festival com o Troféu Cidade de Gramado, fez questão de assistir a apresentação.
Abrindo a programação noturna, Fernando Meirelles estava presente para apresentar seu mais novo longa-metragem 360, ainda inédito no Brasil. Também representando o filme, estavam a atriz Maria Flor, a responsável pela trilha, Ciça Meirelles, e o diretor geral da Paris Filmes, Marcos Fraccaroli. O filme é definido por Meirelles como um “trabalho íntimo, uma experiência nova, diferente de tudo que já fiz”. O momento também era especial para o diretor, que não escondia seu orgulho de estar ali. “É uma honra ter essa sessão em um Festival que sempre resistiu bravamente e que, agora, quer sintonizar com tudo o que está acontecendo no cinema”, comentou.
Logo após a sessão de 360, foi a vez de Eva Wilma subir ao palco do Palácio dos Festivais para receber o Troféu Cidade de Gramado. O prêmio, que presta homenagem a figuras importantes na divulgação do Festival e da cidade-palco, fez a plateia aplaudir a atriz de pé. “É maravilhoso voltar à essa montanha encantada, a esse pedaço de paraíso. Estou encantada com a homenagem”. Em seu discurso, Eva Wilma agradeceu e homenageou figuras importantes não só para sua carreira, mas também para o próprio cinema nacional, como P.F. Gastal, Grande Otelo, Eduardo Abelin e Horst Volk. Emocionada, terminou citando Leonel Brizola: “A indústria nacional do cinema será o elo que unirá todos os brasileiros”!.
Dando sequência à programação, foi exibido o primeiro filme da mostra competitiva de longas-metragens nacionais, Eu Não Tenho a Menor Ideia do que Eu Tô Fazendo Com a Minha Vida. O diretor, que estava presente na exibição junto com a equipe do filme, assumiu o nervosismo: “Acho que essa é a noite mais apavorante da minha vida, principalmente porque é o meu primeiro trabalho depois de minha estreia no cinema”. O jovem diretor estava muito bem humorado ao lidar com a assumida tensão e ainda fez uma homenagem a seus amigos, a quem atribui a realização de tudo: “É meio clichê dizer isso, mas esse é um filme de amigos, feito com muito amor. Ele é simples e feito por pessoas que que só queriam fazer um filme porque isso é o que elas mais amam”.
Acontece pelo quinto ano consecutivo a 5ª Ação de Cinema em Gramado, dias 14 e 15 de agosto, na Sociedade Recreio Gramadense e na Câmara de Vereadores de Gramado. Realizada pela Fundacine (Fundação Cinema do Rio Grande do Sul), 40º Festival de Cinema de Gramado, SESC – RS e Programa Cinema do Brasil/APEX Brasil, com o apoio da APTC/RS (Associação Profissional de Técnicos Cinematográficos), do SIAV/RS (Sindicato da Indústria Audiovisual do RS), do IECINE (Instituto Estadual de Cinema), Secretaria de Estado da Cultura e da Fundação Cultural Piratini TVE, a iniciativa tem o objetivo aproximar e promover encontros de negócios do audiovisual entre produtores, realizadores e empresas investidoras. Também estão previstos na programação encontros individuais entre os participantes com interesses afins e seminários relacionados às políticas públicas da atividade audiovisual.
Para participação dos Encontros de Negócios e agendamento de encontro One-a-One com os convidados internacionais é necessário conhecimento básico de inglês e espanhol. Inscrições gratuitas através do e-mail producao@fundacine.org.br, pelo telefone (51) 3226.3311 ou diretamente no com a FUNDACINE na Sociedade Recreio Gramadense durante o evento.
5ª Ação de Cinema em Gramado:
Locais: Câmara de Vereadores (Rua São Pedro, nº 369 – Centro – Gramado) e Sociedade Recreio Gramadense (Rua Garibaldi, 328 – Centro – Gramado)
Programação
Dia 15 de agosto de 2012
Horário: 9h às 12h
Local: Colégio Cenecista – CNEC
MESA 01 – PRODUÇÃO NA AMÉRICA LATINA
Convidados:Festival de HAVANA (Zita Morriña),
Mediador:Beto Rodrigues (SIAV RS).
MESA 02 – DISTRIBUIÇÃO INTERNACIONAL
Convidados:Promovere (Denise Jancar), Latinopólis (Marcelo Cordero).
Mediadora:Belisa Brião Figueiró (Cinema do Brasil).
MESA 03 – DISTRIBUIÇÃO NACIONAL
Convidados:Federação dos Exibidores (Adhemar Oliveira), Elo Company (Sheila Zago) e Vitrine Filmes (Silvia Cruz).Mediador:Juan Zapata (Latinopólis)
MESA 04 – NEGOCIAÇÃO DE PRODUTOS PARA A EXIBIÇÃO EM TV
Convidados: Turner Network Television (Anthony Doyle). Mediador:Cícero Aragon (Box Brazil).
Encontros One-a-One – 14h às 17h
A Fundacine estará agendando horários para os encontros individuais com os convidados das mesas, os quais estarão à disposição para atendimento durante à tarde do dia 15 agosto.
Obs: para participação dos Encontros de Negócios e agendamento de encontro One-a-One com os convidados internacionais é necessário conhecimento básico de inglês e espanhol.
Vagas Limitadas
Inscrições gratuitas através do e-mail producao@fundacine.org.br, pelo telefone (51) 3226.3311 até dia 10/08 após diretamente no stand da FUNDACINE na Sociedade Recreio Gramadense.
REALIZAÇÃO
Fundação Cinema RS – Fundacine
40º Festival de Cinema de Gramado
Serviço Social do Comércio do Rio Grande do Sul – SESC RS
Programa Cinema do Brasil / APEX Brasil
APOIO
Associação Profissional de Técnicos Cinematográficos RS (APTC ABD-RS)
Sindicato da Indústria Audiovisual RS (SIAV-RS)
Instituto Estadual de Cinema (IECINE)
Secretaria de Estado da Cultura / Governo do Estado do RS
Fundação Cultural Piratini / TVE
Associação de Críticos de Cinema do Rio Grande do Sul – ACCIRS
APOIO CULTURAL
Chocolates Florybal
Wotan Brindes
O Festival de Cinema de Gramado ganha uma homenagem especial na próxima segunda, 13/08. Personagens do espetáculo Varekay, do Cirque du Soleil, em cartaz em Porto Alegre, sobem a serra para homenagear os quarenta anos do evento. A famosa dupla de clows e mais cinco personagens do show serão os encarregados de abrilhantar ainda mais o evento, com interação no tapete vermelho e uma surpresa no palco do evento. Varekay, é um dos mais famosos espetáculos do Cirque, escrito e dirigido por Dominic Champagne, já foi assistido por mais de 8 milhões de pessoas em todos os continentes do mundo.

Foto: Edison Vara/Pressphoto
Na tarde desta sexta-feira (10), aconteceram os dois primeiros encontros com a imprensa do 40º Festival de Cinema de Gramado. No primeiro momento, a mesa trazia quatro integrantes: Rosa Helena Volk, secretária de turismo de Gramado e coordenadora geral do evento; Ralfe Cardoso, diretor da Um Cultural, produtora e proponente do Festival; e Rubens Ewald Filho e Marcos Santuario, curadores da 40ª edição. O encontro abordou questões gerais do Festival, como a reestruturação do evento e expectativas para a programação que começa na noite de hoje.
A renovação é evidente para todos e Rosa Helena Volk ressalta esse novo posicionamento fundamental para a continuidade do evento: “É um recomeço. É a hora de se reinventar. Com essa edição, mantemos um espaço importante para o cinema brasileiro. Gramado tem uma dívida eterna com o Festival”. Ralfe Cardoso também atesta: “Nós vencemos, chegamos até aqui. Graças à forma coletiva, alcançamos uma construção que nunca aconteceu antes. E também estamos curiosos com o que está por vir”. Rubens Ewald Filho ainda brinca: “É o reboot de Gramado. Nunca ousei sonhar estar aqui como curador!”.
Quanto ao que esperar da programação, os presentes fizeram questão de ressaltar a diversidade dos longas. Entre documentário e ficção, diretores estrantes e experientes, e histórias locais e universais, a programação, segundo Santuario, prima pela troca com os mais variados estilos e gêneros: “É uma seleção sem preconceitos. E a abertura com o 360 só reforça a universalidade do que estamos por ver”. A 40ª edição é, também, um momento para relembrar grandes momentos: “Nenhum festival do Brasil me traz tantas memórias profissionais e pessoais como Gramado. Nunca vou me esquecer de acalmar, por exemplo, Marília Pêra na sessão de Bar Esperança, lembra Rubens.

Foto: Edison Vara/Pressphoto
No segundo encontro da tarde, foi a vez da homenageada do Troféu Cidade de Gramado, Eva Wilma, conversar com a imprensa. Ansiosa pela programação dos 40 anos e pela abertura com a Orquestra Sinfônica de Gramado, a atriz esbanja paixão pelo evento e pela cidade-palco: “É um paraíso. Quero acompanhar tudo o que eu puder, inclusive paineis, debates e as reuniões com jovens cineastas”. O cinema, por sinal, está mais vivo do que nunca na homenageada. “Tenho sempre muita vontade de fazer cinema. É uma arte que penetra e não sai mais”, comenta.
Rubens Ewald Filho, também presente no encontro, ainda se declarou à atriz: “Sou apaixonado por ela. Eva Wilma é sempre muito lembrada por TV, mas, antes de tudo, é uma atriz de cinema. É a maior atriz brasileira que eu conheço. Ela é capaz de fazer qualquer coisa”. Diante de vários elogios e das poucas horas que a separam da cerimônia que lhe entregará o Troféu Cidade de Gramado, a homenageada não esconde a ansiedade: “Claro que eu estou nervosa! Mas é um nervoso de emocionante, de significativo, de uma sensação de honra”.
O encontro será logo após a cerimônia de Premiação da Mostra Gaucha – Prêmio Assembleia Legislativa, no dia 12 de agosto, domingo. Os diretores e produtores dos 21 filmes concorrentes da mostra serão recebidos para um coquetel de confraternização no Restaurante Domus Mea, em Canela. O grande diferencial do restaurante é que todos os pratos são harmonizados com cervejas nacionais e importadas, num ambiente acolhedor, com a opção também de harmonizar os pratos com vinhos, bebidas sem álcool e ainda drinks e espumantes.
SALA DE DEBATES – SOCIEDADE RECREIO GRAMADENSE (Rua Garibaldi, 328)
SEXTA – 10/08
16h – Ralfe Cardoso, diretor da Um Cultural, proponente e produtora do evento e Rosa Helena Volk, secretária de turismo de Gramado e coordenadora do 40º Festival de Cinema de Gramado e os curadores Marcos Santuario e Rubens Ewald Filho.
16h10 – Eva Wilma, homenageada do Troféu Cidade de Gramado
SÁBADO – 11/08
13h – 360 – Fernando Meirelles, Ciça Meirelles, Maria Flor e Juliano Cazarré.

Foto: Itamar Aguiar/Pressphoto
Na manhã de hoje, a Volare, copatrocinadora do 40º Festival de Cinema de Gramado, fez a entrega das chaves dos veículos responsáveis pelo transporte de convidados e artistas desta edição. No evento, estavam presentes Evandro Libardi e Maria Luiza Gazzola, prospectadores da Volare no Festival e Patrícia Mallmann, consultora de marketing da Volare. Eles entregaram às chaves para Rosa Helena Volk, coordenadora do Festival, e Ralfe Cardoso, diretor da Um Cultural. São 10 ônibus à disposição, incluindo o lançamento da linha Visione, um ônibus-cinema itinerante, com capacidade de exibição de filmes inclusive em tecnologia 3D. “O modelo foi idealizado especialmente para o Festival de Cinema de Gramado. Com o lançamento dele, consolidamos a nossa parceria com o evento, que chega aos seus 40 anos. É a nossa atração exclusiva para o Festival”, comentam os prospectadores.
A 40ª edição conta com quatro nomes frente à apresentação do evento. Leonardo Machado e Renata Boldrini repetem a parceria de anos anteriores comandando a programação noturna do Palácio dos Festivais. Boldrini já foi mestre de cerimônias em seis edição do Festival de Cinema de Gramado, além de ter carreira com apresentadora de programas de cinema na Globosat e SBT. O ator Leonardo Machado estreou em 2010 como mestre de cerimônias no Festival, um ano depois de receber o Kikito de melhor ator por Em Teu Nome.
Na programação da tarde, quem comanda o Palácio dos Festivais é Marla Martins, jornalista e apresentadora com passagem pela TVE, do Rio Grande do Sul. Já nas sessões de Cinema nos Bairros e nas reprises da mostra competitiva, que acontecem durante o dia, está Luis Kraieski, que tem atuação destacada como mestre de cerimônia de diversos eventos oficiais e empresarias na serra gaúcha.

Na tarde dessa quinta-feira (09), a secretatária de turismo de Gramado e coordenadora geral do Festival de Cinema de Gramado, Rosa Helena Volk, recebeu alunos do projeto Educavídeo. Eles, juntos com o instrutor Erick Bolt e as professoras professora Andréa Vargas, Ivanilda Simiano e Gisele Gross, entregaram à secretária camisetas do projeto que incentiva alunos gramadense a explorar a produção audiovisual.
Os participantes do projeto Educavídeo Gramado terão uma noite exclusiva para a mostra de suas produções no Festival. No dia 17 de agosto, às 19h, no Teatro Elisabeth Rosenfeld, da Câmara de Vereadores, serão exibidos os 19 vídeos em formato de curtíssimas, com média de duração de três minutos, produzidos pelos estudantes.

Foto: Cleiton Thiele/Pressphoto
Evento começa amanhã na serra gaúcha e se estende até o dia 18
O Festival de Cinema de Gramado já tomou conta da cidade-palco. Agora, os últimos retoques estão sendo feitos para receber, a partir de amanhã, a 40ª edição do evento. No Palácio dos Festivais, a montagem do saguão que fica entre o cinema e o tapete vermelho já toma forma. A decoração reforça a mensagem dos 40 anos, que aparece na fachada e na cidade, juntamente com réplicas do Kikito. Ainda fazem parte da decoração, no Palácio e na Rua Coberta, pilares com as imagens dos principais homenageados.
Na Sociedade Recreio Gramadense, que já recebe a produção e a assessoria de imprensa do Festival, os locais para credenciamento e debates com a imprensa também recebem os últimos preparativos. A equipe que trabalha nos bastidores reúne cerca de 300 pessoas, entre seguranças, transporte, credenciamento e outros setores. A cerimônia de abertura acontece sexta-feira (10) na Rua Coberta, às 17h, e a programação oficial do Festival tem início às 19h, com o filme de abertura, “360″, de Fernando Meirelles. Mais de 500 profissionais de imprensa estão confirmados no evento.
Eva Wilma não esquece a primeira vez que esteve em Gramado, na década de 1950. O Festival de Cinema ainda não existia como evento. Era apenas uma mostra de cinema que, posteriormente, se transformaria no Festival que celebra seus 40 anos a partir de 10 de agosto. Por influência de P. F. Gastal, a atriz veio até a serra gaúcha e teve uma recepção calorosa. “Fui à Gramado levada pelo Gastal. Quando desci do avião, vários jipes decorados esperavam o nosso grupo. O público gaúcho aplaudia e eu me senti como a rainha da Inglaterra, só abanando do carro. E ainda sentei ao lado do Grande Otelo! É uma emoção que nunca vou esquecer!”.
Eva Wilma seguiu visitando Gramado. Na década de 60, encontrou novamente com P.F. Gastal e com o então prefeito Horst Volk e tomou contato com o início das articulações para a construção do Festival. Hoje, se diz encantada com o desenvolvimento e a importância do evento que, aos 40 anos, presta tributo à atriz por sua constante presença e contribuição. Para ela, o retorno, cheio de honrarias, desperta grandes expectativas. “Fiquei encantada! Com essa oportunidade, vou lembrar de pessoas e momentos. O Festival me deu o privilégio de compartilhar de grandes companhias como Mafalda Verissimo, Eva Sopher e Mario Quintana!”.
Com o cinema, Eva Wilma alcançou projeção internacional. O sucesso de filmes como Cidade Ameaçada e São Paulo – Sociedade Anônima – dois títulos citados com muito carinho pela atriz – marcaram sua carreira. Inclusive, foi com o primeiro que ela participou da I Semana de Cinema Brasileiro em Roma. “Lembro de passear de braços dados com Paulo Cesar Saraceni, Luis Sérgio Person e Gustavo Dahl fazendo um pouco de boemia, cantando músicas brasileiras pelas ruas da cidade”. Já nos dias de hoje, Eva Wilma acompanha o cinema brasileiro mais pelos jornais. Porém, destaca a importante retomada econômica do segmento nos últimos anos: “Teve a chanchada e a resistência. Só que, depois da abertura democrática, os cineastas começaram a ter que lutar por uma simples exibição! Agora isso já está bem diferente”.
Em 2013, Eva Wilma completa 60 anos de carreira. É inevitável não lembrar a trajetória da atriz que, em 1953, começou a trilhar seu caminho na dramaturgia com o pé direito. Naquele ano, iniciou no cinema, na TV e no teatro, firmando, inclusive, um contrato de dois anos com a Multifilmes. Experimentava um pouco de tudo, passando, logo, pelo primeiro Teatro de Arena do Brasil e por longas como O Craque e A Sogra. Na TV, ressalta a velocidade como fator fundamental para o trabalho de atriz: “é um verdadeiro laboratório para nunca perder a inspiração”. No cinema, considera fundamental a boa relação com o diretor: “está tudo nas mãos dele, já que os atores, às vezes, filmam o desfecho de seu personagem no primeiro dia!”. E, no teatro, os momentos são de pura entrega: “toda noite é uma experiência nova e mais profunda. O teatro é o ator, de corpo e alma”.
A homenageada do Troféu Cidade de Gramado conta que sempre gostou de cantar, dançar e representar, tanto que antes mesmo de se tornar atriz frequentava aulas de balé. “Quando represento, sempre tenho uma música dentro de mim”, comenta. Por falar em interpretação, ela não poderia deixar de listar seus grandes ídolos. No cenário internacional, sua referência é o lendário Charles Chaplin. Quando o assunto é Brasil, cita Grande Otelo, Oscarito e Chico Anysio. Ela não esconde sua admiração pelo diretor Woody Allen, com quem muito se identifica e que lhe traz percepções que usa, de certa forma, como um mantra: “ele nunca perde o humor. E o humor precisa estar sempre implícito, para qualquer um. Nunca devemos nos levar a sério demais. Com isso, o resultado é inteligente, pode ter certeza”, completa.

O whisky escocês Chivas Regal é parceiro oficial do 40º Festival de Cinema de Gramado 2012. Amarca anuncia a inauguração do QG Chivas dentro do Serrano Resort. O espaço será ponto de encontro de cineastas, atores e personalidades do meio cinematográfico. Todas as noites o QG Chivas vai oferecer exclusivos jantares harmonizados com o whisky para convidados. Fernando Meirelles e a equipe do seu novo longa, 360, serão os primeiros homenageados. O espaço ainda oferece ao público experiências com a marca, como degustações e cardápios harmonizados.
Durante o festival, a apresentação, em primeira mão, da edição limitada Chivas Regal 12 Night Bottle. Vestida em uma capa prateada e espelhada, com detalhes como o brasão da destilaria Chivas Brothers, a tampa e o lacre em tom bordô, a edição é elegante e exclusiva para a América Latina e a China. “Chivas tem um histórico e uma relação muito próxima com o cinema. Somos patrocinadores do Festival de Cannes há quatro anos e também apoiamos os projetos da FilmAid International. Apoiar o festival de Gramado é uma extensão do que a marca já faz e acredita, só que desta vez apoiando a cultura nacional”, conta Karen Erlich, gerente de grupo das marcas Super Premium da Pernod Ricard.
Ações digitais
As redes sociais de Chivas vão informar o que acontece em Gramado durante o Festival e nos dois dias do Winter Festival – evento de música eletrônica com festas exclusivas no Serrano Resort. Além disso, uma promoção realizada neste canal, que conta com mais de 270 mil fãs, vai levar um consumidor e mais dois amigos para viver o glamour do Festival de Cinema.
A APTC-RS (Associação Profissional de Técnicos Cinematográficos do Rio Grande do Sul) propôs e a organização do Festival apoiou a iniciativa de fazer publicamente uma homenagem ao Núcleo de Especiais da RBS TV, há mais de dez anos fundamental para a consolidação e aprimoramento da produção audiovisual no Rio Grande do Sul.
“O horário dos Curtas Gaúchos, na RBS TV, é de notório conhecimento por parte do espectador gaúcho que, aos poucos, aprendeu a gostar e valorizar a produção audiovisual local. Além disso, a experiência do Núcleo de Produção da RBS TV se configura como única no Brasil, se afirmando como um caso de sucesso que conquista admiração em outros estados do país” afirma Alfredo Barros, presidente da APTC-RS.
Criado em 1999, sob direção do jornalista, publicitário e escritor de teatro e de cinema Gilberto Perin, o Núcleo de Especiais da RBSTV produz documentários e ficção televisiva. Já realizou diversas produções, entre elas: Curtas Gaúchos, Contos de Inverno, Histórias Curtas, Histórias Extraordinárias, Aventura, A Ferro e Fogo e Fábulas Modernas.
A homenagem acontece no dia 12 de agosto, às 21h30, durante a Premiação da Mostra Gaúcha do Festival de Cinema de Gramado
A mostra de curtas gaúchos do Festival de Cinema de Gramado acontecerá nos dias 11 e 12 de agosto de 2012. Na programação estão os 21 filmes selecionados para o prêmio Assembleia Legislativa do Rio Grande do Sul, escolhidos entre 43 inscritos. Instituída em 1976, a premiação já é reconhecida como um marco histórico para o cinema gaúcho, na medida em que abre espaço e incentiva a produção local. Neste ano, a Mostra Gaúcha está de volta ao Palácio dos Festivais, uma iniciativa que valoriza o cinema local. A cerimônia de premiação ocorre no domingo, às 21h30, na Câmara de Vereadores de Gramado.
Os curtas continuam em pauta no dia seguinte à premiação. Na segunda-feira, ocorre o debate O curta-metragem na produção gaúcha, uma parceria entre o Curso de Realização Audiovisual da Unisinos e o Festival de Cinema. Mediado por Roger Lerina, o encontro promoverá a discussão sobre o tema entre os produtores e diretores dos curtas concorrentes ao prêmio da Assembléia e o público. O Debate será na Câmara de Vereadores, das 10h ao meio dia.

No 40° Festival de Cinema de Gramado, os críticos de cinema membros da Abraccine – Associação Brasileira de Críticos de Cinema também movimentam a programação. Nos dias 14 e 17 de agosto, reúnem-se para debater questões referentes à entidade. Entre o balanço de um ano de atividades e possíveis mudanças no estatuto, o encontro promete ser o maior de críticos de cinema do Brasil, com estimativa de mais de 30 participantes. Fechadas ao público, as reuniões acontecem às 14h30, na sala de debates da Sociedade Recreio Gramadense.
Já estão confirmados os nomes de todos os jurados do 40° Festival de Cinema de Gramado. Ao todo, seis grupos escolhem os vencedores da edição que começa nesta sexta-feira, 10 de agosto. O júri da crítica e o popular entregam, cada um, Kikitos para melhor longa brasileiro e estrangeiro e melhor curta brasileiro. Já os demais júris votam em suas respectivas mostras competitivas: curtas gaúchos (Prêmio Assembléia Legislativa), curtas brasileiros, longas brasileiros e longas estrangeiros. O Festival termina em 18 de agosto com a festiva noite de premiação.
Júri Curtas Gaúchos (Prêmio Assembléia Legislativa)
- Caroline de Oliveira Santos Araújo, produtora, roteirista e diretora de arte
- João Nunes, jornalista e crítico de cinema
- Luciana Rodrigues Silva, professora
- Maria do Socorro Carvalho, professora e pesquisadora
Júri Curtas Brasileiros
- Bia Barcellos, produtora cultural
- Francisco César Filho, cineasta
- João Carlos Sampaio, jornalista e crítico de cinema
- Luiz Joaquim, jornalista
- Nelson Diniz, ator
Júri Longas Brasileiros
- Fernanda Moro, atriz
- João Roni, cineasta
- Otto Guerra, cineasta
- Paulo Sérgio Almeida, cineasta
- Roberto Farias, cineasta
Júri Longas Estrangeiros
- César Troncoso, ator
- Denise Jancar, produtora
- Eva Piwowarski, produtora, realizadora, atriz e gestora cultural
- Maria do Rosário Caetano, jornalista e pesquisadora
- Zita Morriña, pesquisadora, roteirista e assistente de direção
Júri da Crítica
- André Dib
- Enéas de Souza
- Mônica Kanitz
- Orlando Margarido
- Susana Schild
Júri Popular (formado por leitores dos seguintes jornais):
- Jornal Correio Braziliense – Brasília (DF)
- Jornal do Commercio – Recife (PE)
- Jornal Correio do Povo – Porto Alegre (RS)
- Jornal Diário do Nordeste – Fortaleza (CE)
- Jornal de Gramado – Gramado (RS)
- Jornal Hoje em Dia – Belo Horizonte (MG)
- Jornal Integração – Canela (RS)
- Jornal O Pioneiro – Caxias do Sul (RS)
- Jornal Zero Hora – Porto Alegre (RS)

Pela segundo ano consecutivo, a DUOCASA apoia o Festival de Cinema de Gramado. A marca, que fez sua estreia na grande festa em 2011, reafirma o incentivo à cultura cinematográfica com muitos motivos para comemorar, como o sucesso no mercado de móveis planejados.
Dois espaços DUOCASA foram criados especialmente para a 40ª edição do Festival. O design internacional, com toque artesanal, da marca será o cenário de um charmoso lounge na Sociedade Recreio Gramandese onde se concentram os encontros, debates e coletivas de imprensa do evento. Destaque do espaço para a Estante Be-cubic, assinada pela designer polonesa Malgorzata Kopczynska, com acabamento poliéster preto, que vai compor um espaço de convivência. Já o Café Estúdio DUOCASA será reservado para entrevistas exclusivas e encontros de jornalistas credenciados. Com bancada para copa em acabamento poliéster preto com amadeirado, o espaço também receberá artistas, diretores e realizadores de cinema.
Em 2012, o Festival completa 40 anos de uma longa história e a DUOCASA um ano cheio de realizações e projetos de expansão. Nesse período, inaugurou um total de 12 lojas no Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Paraná e São Paulo. Ainda para esse ano estão agendadas as aberturas de mais duas unidades, uma em São Paulo e a primeira loja da marca em Porto Alegre.
O encontro será logo após a cerimônia de Premiação da Mostra Gaucha – Prêmio Assembleia Legislativa, no dia 12 de agosto, domingo. Os diretores e produtores dos 21 filmes concorrentes da mostra serão recebidos para um coquetel de confraternização no Restaurante Domus Mea, em Canela. O grande diferencial do restaurante é que todos os pratos são harmonizados com cervejas nacionais e importadas, num ambiente acolhedor, com a opção também de harmonizar os pratos com vinhos, bebidas sem álcool e ainda drinks e espumantes.

“Louca” por cinema desde os anos 1950, como ela mesma gosta de se definir, Betty Faria chega a Gramado cheia de empolgação para a homenagem com o Troféu Oscarito 2012. Ela, que já ganhou um Kikito de melhor atriz em 1987 pelo filme Anjos do Arrabalde, não esconde o entusiasmo que teve com a notícia: “Foi uma delícia! Fiquei toda boba! Espero momentos de muita alegria e celebração em Gramado”.
Segundo Betty, além da importância para o cinema brasileiro e latino-americano, o Festival proporcionou momentos inesquecíveis para a sua carreira. “As lembranças são muitas! Vivi momentos de rara felicidade em Gramado – inclusive com For All, que ganhou o título de melhor filme pelo júri popular”, recorda.
Estrela de Bye Bye Brasil e Romance de Empregada, Betty Faria também comenta sua vitória em Gramado: “Como estava filmando o Romance da Empregada, recebi a notícia por telefone. Carlos Reichenbach, o diretor, recebeu o Kikito por mim, e fizemos uma celebração duas semanas depois, no Rio de Janeiro. Tenho muito orgulho desse Kikito que ocupa lugar de honra na minha estante de prêmios!”. A atriz recebe o Troféu Oscarito no dia 16 de agosto.

Colegas é o segundo filme na história do Festival a ser exibido com acessibilidade para deficientes visuais
A sessão de Colegas ocorre no dia 13 de agosto, a partir das 21h30, no Palácio dos Festivais. A partir da audiodescrição, deficientes visuais têm acesso às informações do filme. O recurso beneficia também pessoas com síndrome de Down, problemas neurológicos e dificuldade de memorização. Os interessados na audiodescrição devem solicitar os fones de ouvido na entrada da sessão, mediante a apresentação de documento de identidade. A audiodescrição, produzida pela Tagarelas Produções, realiza-se em uma cabine de tradução simultânea. De lá, a audiodescritora Marcia Caspary faz a narração dos cenários, imagens, figurinos e ações que não possam ser percebidas apenas pelo áudio.
O roteiro da audiodescrição é de Kemi Oshiro, Marcia Caspary e Mimi Aragón, com supervisão de Lívia Motta. Diridigo e roteirizado por Marcelo Galvão, Colegas mostra a história de três personagens com síndrome de Down. Inspirados pelo filme Thelma & Louise, eles resolvem fugir do instituto onde vivem em busca de seus sonhos. No elenco, Lima Duarte, Leonardo Miggiorin, Marco Luque e Otávio Mesquita, além de aproximadamente 60 jovens com síndrome de Down. Essa é a segunda vez, em 40 anos, que o Festival exibe um filme com esse recurso. A primeira foi em 2007 com o longa-metragem Saneamento Básico.
Os ingressos para a 40ª edição do Festival de Cinema de Gramado podem ser adquiridos no site http://www.ingressorapido.com.
Serviço:
40º Festival de Cinema de Gramado
De 10 a 18 de agosto de 2012
R$ 20,00 (inteira) e R$ 10,00 (meia para estudantes e idosos)
R$ 100,00 (noite de premiação)
Venda através do site http://www.ingressorapido.com.
*A partir de 8 de agosto, também na Sociedade Recreio Gramadense, Rua Garibaldi, 328
Classificação: 16 anos. Menores de 16 podem entrar acompanhados dos pais ou responsáveis. Meia entrada: para estudantes e pessoas com mais de 60 anos nas sessões (menos na sessão do dia 18 de agosto às 19h). Deve ser comprovado enquadramento nestas condições ao ingressar no evento com carteira de identidade e comprovante emitido por instituição de ensino ou carteira de entidades estudantil com data de validade.
Acontece pelo quinto ano consecutivo a Ação de Cinema em Gramado, dias 14 e 15 de agosto, na Sociedade Recreio Gramadense e na Câmara de Vereadores de Gramado. Realizada pela Fundacine (Fundação Cinema do Rio Grande do Sul), 40º Festival de Cinema de Gramado, SESC – RS e Programa Cinema do Brasil/APEX Brasil, com o apoio da APTC/RS (Associação Profissional de Técnicos Cinematográficos), do SIAV/RS (Sindicato da Indústria Audiovisual do RS), do IECINE (Instituto Estadual de Cinema), Secretaria de Estado da Cultura e da Fundação Cultural Piratini TVE, a iniciativa tem o objetivo aproximar e promover encontros de negócios do audiovisual entre produtores, realizadores e empresas investidoras. Também estão previstos na programação encontros individuais entre os participantes com interesses afins e seminários relacionados às políticas públicas da atividade audiovisual.
Para participação dos Encontros de Negócios e agendamento de encontro One-a-One com os convidados internacionais é necessário conhecimento básico de inglês e espanhol. Inscrições gratuitas através do e-mail producao@fundacine.org.br, pelo telefone (51) 3226-3311 ou diretamente no com a FUNDACINE na Sociedade Recreio Gramadense durante o evento.
5ª Ação de Cinema em Gramado:
Locais: Câmara de Vereadores (Rua São Pedro, nº 369 – Centro – Gramado) e Sociedade Recreio Gramadense (Rua Garibaldi, 328 – Centro – Gramado)
PROGRAMAÇÃO:
Dia 14 de agosto de 2012
Seminário – 09h às 12h – Teatro Elisabeth Rosenfeld da Câmara
PRODAV – Sul (FSA)
Convidados: Sindicado dos Produtores, ANCINE e BRDE.
Mediador: Jaime Lerner (ABD-Nacional)
Seminário – 14h às 17h – Teatro Elisabeth Rosenfeld da Camara
Distribuição e Exibição Digital
Convidados: Filme B, Empresa Mística, FENEEC.
Mediador: João Guilherme Barone (FUNDACINE)
Dia 15 de agosto de 2012
Encontros de Negócios do Audiovisual – 9h às 12h
MESA 01 – CO-PRODUÇÃO INTERNACIONAL
Convidados: Revista Variety, INCAA, Festival de HAVANA.
Mediador: Beto Rodrigues (SIAV RS).
MESA 02 – DISTRIBUIÇÃO INTERNACIONAL
Convidados: Promovere, M-Appeal, Latinopólis.
Mediador: André Sturm (Programa Cinema do Brasil)
MESA 03 – DISTRIBUIÇÃO NACIONAL
Convidados: Federação dos Exibidores, Elo Company e Vitrine Filmes.
Mediador: a definir
MESA 04 – NEGOCIAÇÃO DE PRODUTOS PARA A EXIBIÇÃO EM TV
Convidados: Turner Network Television – TNT e Home Box Office – HBO.
Mediador: Cícero Aragon (Box Brazil).
Encontros One-a-One – 14h às 17h
A Fundacine estará agendando horários para os encontros individuais com os convidados das mesas, os quais estarão à disposição para atendimento durante à tarde do dia 15 agosto.
A 40ª edição do Festival de Cinema de Gramado já tem o registro aprovado pelo Conselho Estadual de Cultura para captação de recursos pela Lei de Incentivo à Cultura (LIC). O projeto encaminhado pela proponente e produtora Um Cultural recebeu parecer favorável e foi aprovado na íntegra.
A aprovação ainda antes da realização do evento é uma conquista importante para a fase final de captação, ao mesmo tempo em que valoriza o evento, um dos mais importantes no segmento cultural do Brasil, no ano em que completa 40 anos de realização ininterrupta. “É fundamental para nosso projeto de 40 anos! Estamos vibrando com essa liberação pelo Conselho. A cidade e a organização se sentem recompensados pelo empenho e dedicação para realização uma edição celebrativa. Já tínhamos aprovação para lei Roaunet desde junho – estávamos mesmo na expectativa da nossa LIC. Ela é essencial para os investidores gaúchos interessados em participar”, afirma Rosa Helena Volk, secretária de turismo de Gramado e coordenadora geral do Festival.
A partir dessa boa nova a organização deve complementar o quadro de patrocinadores e apoiadores do Festival para 2012, que já tem confirmados: Oi, Stella Artois, Petrobras, Banrisul, Volare, Duo Casa , Avianca, Chivas, Canal Brasil, Tvcom / RBS, Chocolates Caracol, Assembleia Legislativa, Oi Futuro, Cia Rio, Revista de Cinema, Universidade Feevale, Soft Force e Stemac.

Empresa disponibilizará 10 veículos para transporte dos participantes
A Volare, unidade de negócios da Marcopolo S.A., será a responsável pelo transporte dos artistas e participantes da 40ª edição do Festival de Cinema de Gramado. Serão disponibilizadas dez unidades do modelo W9 Limousine, com design exclusivo para o evento. Veículo mais luxuoso da marca, o modelo foi projetado com características únicas de conforto, requinte, maior espaço interno e acabamento superior. Durante o Festival, ocorre também a estreia do Volare Visione, um ônibus-cinema itinerante, com capacidade de exibição de filmes inclusive em tecnologia 3D. Os vidros laterais colados e curvos garantem o conforto térmico e acústico dos espectadores. O novo espaço de cinema ficará localizado em pontos estratégicos da cidade durante o Festival.
O homenageado do troféu Eduardo Abelin, Arnaldo Jabor, comenta momentos do Festival de Cinema de Gramado e o novo posicionamento da plateia brasileira
Quando seu filme inaugurou a galeria de vencedores do Festival de Cinema de Gramado, lá em 1973, Arnaldo Jabor não estava presente na cerimônia. Toda Nudez Será Castigada, primeiro longa-metragem a ganhar um Kikito, chegou na serra gaúcha cercado de polêmicas por narrar a história de um homem que ia contra todos os costumes de sua época ao se casar com uma prostituta. O filme é um marco não só para o Festival, mas para o próprio diretor: “Foi meu primeiro filme de ficção, muito mais de acordo com os meus desejos do que Pindorama, que era um trabalho anterior mais adequado às regras da época. Toda Nudez… foi um encontro comigo mesmo. Foi o filme que mais me marcou”.
Agora, depois de vários anos e de algumas viagens até Gramado – ele não foi na primeira vez, mas esteve na serra gaúcha ao concorrer com outros filmes – Arnaldo Jabor se encontra novamente com o Festival. Dessa vez para receber o troféu Eduardo Abelin, destinado a grandes diretores do cinema nacional. “Foi um susto! E também um sentimento de velhice. Poxa, já estou sendo homenageado!”, brinca, ao se referir ao convite para a homenagem. O cineasta, cujo último trabalho foi A Suprema Felicidade, de 2010, não esconde a consideração pelo Festival ao afirmar que todas as suas lembranças “são como lembranças de um veraneio: só felicidade!”. Inclusive, um momento muito especial na carreira de Jabor aconteceu durante uma das edições do evento. “Lembro que foi numa cabine telefônica de Gramado… Eu Sei Que Vou Te Amar havia sido convidado para ser exibido em Cannes! Foi uma grande alegria”, recorda.
Admirador de Quentin Tarantino, Takashi Kitano e Wong Kar-Wai, o diretor comentou também as mudanças do público do cinema brasileiro nas últimas décadas. “Esse foi o meu maior susto quando voltei a filmar com A Suprema Felicidade. As pessoas não têm mais o hábito de ver o filme, analisá-lo e criticá-lo. Hoje o público vai ao cinema para ser manipulado com susto, medo”, aponta. A instantaneidade do mundo online (“colocou a cara na internet, virou cineasta”) e o incessante ritmo no audiovisual (“hoje os cortes têm três, cinco segundos!”), aliado ao cinema estadunidense, são, para Jabor, algumas das razões para essa mudança de percepção do público. Ao mesmo tempo em que a tecnologia facilita tudo, a urgência do tempo mudou a maneira do público ver um filme. E o homenageado do troféu Eduardo Abelin é enfático: “Hoje eu não lançaria Eu Sei Que Vou Te Amar. E se lançasse, tenho certeza que o filme faria uma bilheteria fraquíssima. Aliás, hoje, muitos cineastas como Fellini, por exemplo, não seriam compreendidos! Perdeu-se a referência crítica. Até o próprio criticar é criticado!”.
Em relação à trajetória do Festival de Cinema de Gramado, Jabor destaca, justamente, a época em que tudo começou, quando a percepção do cinema nacional era bem diferente da que existe hoje: “O Festival surgiu em uma época muita fecunda para o cinema brasileiro. Os cineastas se expressavam com muita simplicidade. E o mais importante: os filmes procuravam o público, mas de uma forma muito diferente de como é feito hoje”. Nesse sentido, Jabor lembra de um de seus longas, Tudo Bem: “Se eu tivesse que escolher o meu melhor filme, seria esse. Vem de uma outra época: tem importância crítica, é político sem ser político, uma paródia do cinema engajado”. E essa liberdade de expressão sempre foi, segundo ele, uma característica presente no Festival. “Por ser também um evento que sempre foi aberto, me sinto muito bem com a homenagem. Foi uma grande emoção quando meus filmes passaram no Festival. Existe um clima muito agradável lá. Realmente, é um sentimento de honra!”, completa.

No ano em que comemora 40 anos, o Festival de Cinema de Gramado exibe o primeiro filme premiado na história do evento. Toda Nudez Será Castigada, de Arnaldo Jabor, ganha exibição na sexta, dia 17 de agosto, no Palácio dos Festivais. Na mesma noite, Jabor recebe o troféu Eduardo Abelin, uma das quatro homenagens que o festival entrega nesta edição.
Quando seu filme inaugurou a galeria de vencedores do Festival de Cinema de Gramado, lá em 1973, Arnaldo Jabor não estava presente na cerimônia. Toda Nudez Será Castigada chegou na serra gaúcha cercado de polêmicas por narrar a história de um homem que ia contra todos os costumes de sua época ao se casar com uma prostituta.
O filme é um marco não só para o Festival, mas para o próprio diretor: “Foi meu primeiro filme de ficção, muito mais de acordo com os meus desejos do que Pindorama, que era um trabalho anterior mais adequado às regras da época. Toda Nudez… foi um encontro comigo mesmo. Foi o filme que mais me marcou”.

A sessão de gala que marca a abertura do Festival de Gramado, no dia 10 de agosto, será a primeira exibição no país do novo longa de Fernando Meirelles, 360, e contará com a presença do diretor e dos atores brasileiros Maria Flor e Juliano Cazarré.
O diretor comemorou o convite: “Estive em Gramado só uma vez em meados dos anos 90, mas não consegui assistir o filme de abertura porque o teatro estava lotado. Fico muito feliz que 16 anos depois eu possa participar desta 40ª noite”, contou Meirelles.
O filme estreia em todo Brasil no dia 17 de agosto, com distribuição da Paris Filmes. Será o terceiro país em que o longa será lançado, atrás apenas da França e Inglaterra. Além do Festival de Gramado, 360 também abriu o festival de Londres e participou dos festivais de Toronto e Munique.
Com roteiro assinado por Peter Morgan (Frost/Nixon, A Rainha, O Último Rei da Escócia), 360 conta nove histórias interconectadas que retratam os relacionamentos no século XXI. O longa começa em Viena, e tece uma narrativa passando por Paris, Londres, Bratislava, Rio de Janeiro, Denver e Phoenix.
Além de Maria Flor (A Suprema Felicidade e Xingu) e Juliano Cazarré (VIPs e A Febre do Rato), o elenco internacional reúne Anthony Hopkins (Thor, O Ritual, Silêncio dos Inocentes), Jude Law (Sherlock Holmes, Cold Mountain, O talentoso Ripley), Rachel Weisz (A Casa dos Sonhos, A informante, O Jardineiro Fiel), Ben Foster (Assassino a Preço Fixo, O Mensageiro, Os Indomáveis), Jamel Debbouze (Fora da Lei, Asterix e Obelix: Missão Cleópatra, O Fabuloso Destino de Amélie Poulain), Marianne Jean-Baptiste (da série de TV Without a Trace, Ladrões, Segredos e Mentiras), Moritz Bleibtreu (O Grupo Baader Meinhof, Corra, Lola, Corra, Munique), entre outros.
Paralelo às mostras competitivas de curtas e longas nacionais e estrangeiros, o Festival de Cinema de Gramado realiza a Mostra Gaúcha de Longas-Metragens, fora de competição, com exibições programadas para a tarde. Integram a mostra os filmes “A Casa Elétrica”, de Gustavo Fogaça; “Contos Gauchescos”, de Henrique de Freitas Lima; “Da Lua”, de Rodrigo Pesavento, Tiago de Castro e Fernanda Krumel; “Espia Só”, de Saturnino Rocha; “Referendo”, de Jaime Lerner; e “Xico Stockinger”, de Frederico Mendina. As produções são inéditas e, com exceção de “Contos Gauchescos”, fazem parte do Edital de Apoio a Projetos de Finalização de Obra Cinematográfica Brasileira de Longa-Metragem apresentado pela Secretaria do Estado da Cultura em 2011.
Leitores de nove jornais de diferentes pontos do Brasil já podem concorrer a uma vaga para o júri popular do 40º Festival de Cinema de Gramado. A partir de concursos culturais realizados com regulamento próprio dos veículos, serão escolhidos os jurados que irão a Gramado durante o Festival, de 10 a 18 de agosto. Eles assumem o compromisso de assistir e avaliar todos os filmes concorrentes nas categorias de longas nacionais e estrangeiros e curtas nacionais.
A iniciativa, cuja missão é trazer novos olhares para a premiação, tem como parceiros os seguintes jornais: Zero Hora (RS), Correio do Povo (RS), O Pioneiro (RS), Jornal Integração (RS), Jornal de Gramado (RS), Diário do Nordeste (CE), Hoje em Dia (MG), Correio Braziliense (DF) e Jornal do Commercio (PE). A coordenação do júri popular está a cargo da Pauta Assessoria, empresa responsável pela assessoria de comunicação do Festival. Para outras informações, acesse nossas redes sociais, que trazem sempre as últimas novidades do evento. A 40ª edição já teve a sua lista de concorrentes divulgada.
Com a palavra, profissionais que já passaram pelo Festival de Cinema de Gramado…
“O Festival de Cinema de Gramado ficar quarentão é a afirmação máxima de sua personalidade, versatilidade e notoriedade. Participar do Festival – concorrendo ou apenas vivenciando – é trocar informação, impressões, projetos, arregimentar novos amigos, novos companheiros, novos parceiros. Recebemos prêmios importantes e memoráveis, mas estar desde sempre participando é que torna inestimável o evento. Que o 40º aniversário seja presságio de longa vida – ao cinema brasileiro e ao Festival de Gramado”. - Ligia Walper & Tabajara Ruas, Walper Ruas Produções
“Ganhar o Kikito com Em Teu Nome foi, sem dúvida, um dos melhores momentos da minha vida. Foi uma realização profissional, pois participei do Festival de Gramado desde adolescente como público e, depois, como profissional iniciante, assistente de produção de outros filmes. É um festival muito importante e reconhecido internacionalmente”. - Paulo Nascimento, diretor
“Meu primeiro longa metragem, Que Bom Te Ver Vivo, um dos primeiros filmes sobre a ditadura, teve sua estreia em 1989 no Festival de Gramado, em uma sessão inesquecível. Tenho muito carinho pelo Festival e orgulho de ter participado como concorrente e como júri. Foi emocionante conquistar o prêmio de melhor filme mais de 20 anos depois com Uma Longa Viagem”. - Lúcia Murat, diretora
“O Festival é uma festa, um alegre encontro e reencontro com nossos colegas de ofício, uma ótima oportunidade de conhecer artistas que admiramos, trocar boas idéias e criar projetos juntos. Para minha carreira, sempre rendeu excelentes frutos. Da participação na mostra de curtas gaúchos, fui convidada para atuar em dois filmes do Carlos Reichenbach, jurado na época”. - Fernanda Carvalho Leite, atriz
“Se não fosse o Festival de Cinema de Gramado, eu não teria feito cinema. Não só pra mim, mas pra toda uma geração, o Festival foi imprescindível na escolha de carreira, pois oferece uma oportunidade única de pensar o cinema e a produção audiovisual brasileira”. - Werner Schünemann, ator
“O cinema gaúcho tem uma dívida de gratidão com o Festival de Cinema, pois deve boa parte do que é a esse evento. Ganhar um kikito é um incentivo para a produção audiovisual, um sinal de que estamos no caminho certo. Um filme meu ganhou 11 de uma vez e foi uma emoção enorme.” - Carlos Gerbase, diretor

Júri popular da 39ª edição do Festival
Foto: Gabriela Di Bella/PressPhoto
O Festival de Cinema de Gramado, em parceria com jornais de vários pontos do Brasil, convida, mais uma vez, o público a fazer parte do júri popular. Com a missão de trazer outros pontos de vista para a premiação, o júri popular será integrado pelos leitores vencedores dos respectivos concursos culturais dos jornais parceiros do Festival. Os jurados têm as despesas pagas pelo evento e, em contrapartida, assumem o compromisso de assistir a todos os filmes concorrentes nas categorias de longas nacionais e estrangeiros e curtas nacionais.
O estudante de jornalismo, Matheus Pannebecker, foi jurado no ano passado e destaca a troca de experiências que teve no evento: “É um valioso intercâmbio de ideias e conhecimentos que se aprofunda a cada dia com a possibilidade de conferir os mais variados filmes e discutí-los com os outros membros do júri”. Matheus Guaresi, também estudante de jornalismo e jurado em 2011, teve novas percepções a partir de sua participação: “Passei a ver quem faz cinema como grandes guerreiros. Também percebi que os críticos de cinema não estão tão distantes do público em geral e da opinião comum como eu imaginava”.
O jornalista Xarão, jurado em 2008, diz ter aprendido muito com a oportunidade: “Participar foi a realização de um sonho de criança, mas tudo aconteceu por acaso. Integrar o júri foi uma enorme responsabilidade e me apresentou um mundo novo. A troca com realizadores e participantes de todo brasil te possibilita ampliar o olhar sobre a produção cinematografica nacional, além de assistir em primeira mão diversas produções, discutir com quem entende e aprender diariamente sobre essa arte fantástica”.
Fique atento às nossas redes sociais para saber quais veículos realizarão os concursos. Não deixe de participar! O 40° Festival de Cinema de Gramado acontece de 10 a 18 de agosto de 2012.
Já começou a contagem regressiva para o 40° Festival de Cinema de Gramado. A exatamente um mês do evento, confira tudo o que já foi confirmado, até agora, para a edição 2012:
- A programação do Festival se estende de 10 a 18 de agosto
- Não há mais a figura de um presidente, as contas e os contratos serão fiscalizados por um Conselho Gestor de Eventos de Gramado
- O planejamento está a cargo da produtora UM Cultural, com participação de entidades de cinema
- A nova curadoria é composta por Rubens Ewald Filho, José Wilker e Marcos Santuário
- Stella Artois, Duocasa, OI, Philip Morris, Avianca e Chivas já garantiram seus lugares entre as marcas patrocinadoras/apoiadoras
- Foram selecionados oito longas nacionais para a mostra competitiva
- Os estrangeiros estão presentes com cinco filmes
- Os curtas nacionais serão representados por 14 produções de todo o Brasil
- A mostra gaúcha, que volta a acontecer no Palácio dos Festivais, terá 21 curtas
- Os homenageados são Arnaldo Jabor, Betty Faria, Eva Wilma e Juan José Campanella
- Os ingressos terão valores de 20 reais, com desconto de 50% para estudantes e pessoas acima de 60 anos (ainda sem previsão de início das vendas)
- O credenciamento para a imprensa receberá solicitações até o dia 1° de agosto

Foto: Edison Vara/Pressphoto
Para o curador Marcos Santuário, a diversidade de olhares é uma importante linha a ser seguida pela curadoria – sem nunca, claro, deixar de lado a história do Festival. O curador ainda fala sobre sua trajetória no evento, referências e tendências do cinema contemporâneo.
O amor pelo cinema começou ainda quando criança. “Graças ao meu irmão mais velho me tornei um amante do cinema, da televisão, do audiovisual. Isso foi crescendo filme a filme, ano a ano”, lembra o curador da 40ª edição do Festival de Cinema de Gramado, Marcos Santuário. Essa paixão por cultura foi fundamental para as suas escolhas profissionais. Gaúcho de Caxias do Sul, Santuário é jornalista, crítico de cinema, editor de cultura do jornal Correio do Povo, doutor em comunicação, professor e pesquisador nas áreas de comunicação e cultura, além de membro fundador da Associação Brasileira de Críticos de Cinema (ABRACCINE) e da Associação de Críticos de Cinema do Rio Grande do Sul (ACCIRS). Agora, em 2012, ele topou o desafio de assinar, junto com Rubens Ewald Filho e José Wilker, a nova curadoria do Festival.
Santuário já esteve diversas vezes no Festival trabalhando como repórter e a impressão da primeira vez ainda é forte: “O primeiro Festival a gente nunca esquece, eu um “minúsculo” repórter no meio de tanta arte, jornalismo e celebridades. Depois, fui amadurecendo com os encontros entre colegas mais experientes e artistas mais generosos”. Esse amadurecimento trouxe muitas conquistas para o jornalista que, posteriormente, chegaria a subir ao palco do Palácio dos Festivais para entregar o prêmio da crítica como membro do júri da ABRACCINE, e ser escolhido como membro da Curadoria dos curtas-metragens nacionais. “Mas claro que, agora, integrando a curadoria de longas-metragens, a alegria é ainda maior”, comemora. Read the rest of this entry »

Foto: EdisonVara/PressPhoto
Os prêmios distribuídos no Festival de Cinema de Gramado têm muitas ramificações entre longas e curtas, brasileiros e estrangeiros. Entenda quem escolhe os vencedores e qual o poder de decisão de cada júri nesse processo. Ao total, o Festival é composto por quatro corpos de jurados (lembrando que os membros não podem ter trabalhos em competição):
- JÚRI POPULAR: Tem a missão de trazer o olhar do espectador “comum” para o Festival, representando, como o próprio nome indica, a visão do grande público. Atualmente, os jurados são escolhidos através de concursos culturais promovidos por vários jornais brasileiros parceiros do Festival. O júri popular entrega Kikitos para as categorias de melhor longa-metragem brasileiro, longa-metragem estrangeiro e curta-metragem nacional.
- JÚRI DA CRÍTICA: É organizado pela Associação de Críticos de Cinema do Rio Grande do Sul, que indicará até nove integrantes (críticos de cinema) para entregar Kikitos de melhor longa-metragem brasileiro, longa-metragem estrangeiro e curta-metragem nacional.
- JÚRI OFICIAL: É escolhido pela coordenação do Festival de Cinema de Gramado, formado por profissionais que tenham ligação com o mundo audiovisual: atores, diretores, produtores, pesquisadores, docentes, etc. Aqui, os júris se segmentam: existe um grupo específico para avaliar os longas estrangeiros, outro para os brasileiros e, por fim, mais um para os curtas-metragens. Além de escolher os melhores exemplares das mostras competitivas, esses júris também entregam Kikitos para todas as outras categorias, incluindo técnicas e de atuação.
- JÚRI MOSTRA GAÚCHA: Reponsável por julgar a seleção de curtas produzidos no Rio Grande do Sul, o júri da mostra gaúcha é formado por profissionais do meio do cinema, escolhidos pela coordenação do Festival de Cinema de Gramado em parceria com a Assebleia Legislativa do Rio Grande do Sul. O júri da mostra gaúcha escolhe os vencedores dos troféus Assembléia Legislativa de todas as categorias, inclusive as técnicas.

Foto: Edison Vara/Pressphoto
O crítico de cinema Rubens Ewald Filho integra a nova curadoria do Festival de Cinema de Gramado. Para ele, a próxima edição marca a grandiosidade do evento e o começo de uma mudança na postura da seleção de filmes.
Não é a primeira vez que ele é curador de um Festival de Cinema. E muito menos a primeira vez que participa do Festival de Cinema de Gramado. Em mais de 40 anos de profissão, Rubens Ewald Filho já foi, por muitas vezes, responsável pela curadoria de festivais em diversas cidades como Santos, São Vicente, Goiânia e Anápolis. Recentemente, aceitou o convite para assumir essa responsabilidade mais uma vez – agora no aniversário de 40 anos do Festival de Gramado – e mostra o seu entusiasmo: “Foi uma surpresa e uma alegria! Depois de uma ausência de alguns anos, estive no Festival do ano passado e fui muito bem recebido. Mas não esperava o convite”.
A trajetória de Rubens no universo cinematográfico é longa: foi um dos pioneiros da imprensa brasileira a escrever sobre filmes e o primeiro crítico a trabalhar em uma televisão por assinatura. Também já foi ator e roteirista, além de ser conhecido como o Homem do Oscar por ter comentado 27 edições do prêmio mais importante do cinema mundial. Atualmente, Rubens ainda comenta a tramissão Globo de Ouro e Screen Actor Guild Awards pela TNT e é comentarista do portal R7, do Grupo Record e da revista Monet. Toda essa experiência está à serviço da nova curadoria, integrada também pelo ator José Wilker e pelo jornalista Marcos Santuário. Read the rest of this entry »
Foto: Edison Vara/Pressphoto
Com nova curadoria, Festival de Cinema de Gramado apresentou, nesta quarta-feira, 4 de julho, as diretrizes e os filmes selecionados para a 40ª edição
Reflexão. Diálogo. Celebração. Essas são as palavras-chave da 40ª edição do Festival de Cinema de Gramado, reafirmadas na coletiva de imprensa realizada no dia 4 de julho, na Sala Paulo Amorim da Casa de Cultura Mário Quintana, em Porto Alegre. Além dos filmes selecionados para as competições de longas nacionais e estrangeiros, curtas nacionais e curtas gaúchos e dos homenageados, curadores e organização falaram das propostas do evento e das iniciativas que têm como objetivo tornar o Festival mais democrático.
A secretária de turismo de Gramado e coordenadora do evento, Rosa Helena Volk, abriu o encontro ressaltando o valor histórico do Festival de Gramado: “Mesmo em momentos difíceis, a trajetória foi sempre ininterrupta. Quando começamos a nos reunir para falar sobre a 40ª edição, o foco foi a valorização desse importante espaço para as produções cinematográficas nacionais e estrangeiras”. Read the rest of this entry »
Foram divulgados, na manhã dessa quarta-feira (04), os filmes concorrentes para as mostras competitivas do 40º Festival de Cinema de Gramado. São quatro mostras competitivas: longa-metragem brasileiro, com 8 filmes concorrentes; longa-metragem estrangeiro, com 5 concorrentes; curta-metragem brasileiro, com 14 concorrentes; e curta-metragem gaúcho, com 21 concorrentes.
Para conhecer todos os selecionados, clique aqui.
Foram anunciados também os homenageados desta edição. Arnaldo Jabor, Betty Faria, Eva Wilma e Juan José Campanella serão reverenciados por suas carreiras e intensas contribuições para o cinema nacional e latino.
Para mais informações, clique aqui.
Acontece, nessa quarta-feira (04), a coletiva de imprensa do 40º Festival de Cinema de Gramado. No evento, serão divulgados os concorrentes e os homenageados da próxima edição do Festival, que será realizada de 10 a 18 de agosto na serra gaúcha. A coletiva começa a partir das 10h, na Casa de Cultura Mário Quintana – Sala Paulo Amorim.

Foto: Vera Carneiro
Com mais de 20 anos de cobertura fotográfica no Festival de Cinema de Gramado, Edison Vara relata experiências e aprendizados adquiridos com o evento
“Sempre aviso para os guris que vão comigo: o trabalho começa lá por oito horas da manhã e vai até o final da noite, principalmente no dia da premiação”. Edison Vara tem 30 anos de carreira, e 23 deles foram dedicados ao Festival de Cinema de Gramado. Agora, em 2012, mais uma vez, já está preparado para essa intensa rotina dos oito dias de programação. Entre o convívio com atores e diretores, mudança de tecnologia e amor ao que faz, o fotógrafo relata o que aprendeu ao longo desse tempo em um dos maiores festivais de cinema do País.
A primeira edição foi em 1987, quando, como ele mesmo brinca, “os fotógrafos revelavam as fotos escondidos dentro do banheiro porque não tinham espaço para fazer isso”. Esse debut de Edison Vara aconteceu quando ele ainda trabalhava para uma assessoria de imprensa. Posteriormente, cobriria o evento em veículos como Zero Hora e Correio do Povo e, hoje, com sua própria agência. Segundo ele, os desafios da época foram marcados pela ausência da facilidade tecnológica: “Era o tempo da foto em preto-e-branco, tinha que revelar, enviar para os veículos. Muito diferente de hoje, quando disponibilizamos todas as fotos rapidamente na internet”, lembra. Read the rest of this entry »

Caio Blat e Lúcia Murat comemoram os Kikitos para “Uma Longa Viagem”.
Foto: Gabriela Di Bella/PressPhoto
2011 ficou marcado por premiação equilibrada entre longas nacionais e estrangeiros
Enquanto a 40ª edição ainda não chega, o Festival de Cinema de Gramado relembra os principais vencedores da última edição, que aconteceu de 5 a 13 de agosto de 2011. Ao total, a mostra competitiva exibiu 14 longas e 16 curtas-metragens. Confira quem mais se destacou!
Entre os longas nacionais, “Uma Longa Viagem” e “Riscado” foram os mais premiados. O primeiro, dirigido por Lúcia Murat, é um documentário que revela a história da diretora Lúcia e seus dois irmãos, tendo como fio condutor a trajetória do mais novo, Miguel (Caio Blat), que viaja para Londres em 1969. Ele é enviado pela família para o exterior para não seguir os passos da irmã, presa por participar da luta armada contra a ditadura no Brasil. O longa, que teve recepção calorosa do público em sua exibição, conquistou cinco Kikitos, entre eles o de melhor filme (júri oficial e popular) e melhor ator para Caio Blat (que já havia vencido no ano anterior com “Bróder”).
Stella Artois, DUOCASA, OI, Phillip Morris e Avianca já garantiram seu lugar como protagonistas do 40º Festival de Cinema de Gramado, que acontece de 10 a 18 de agosto. As marcas são os primeiros parceiros confirmados do evento reconhecido como um dos mais importantes da cena do cinema na América Latina. Confirmada também a Avianca como a transportadora oficial. A estimativa de público para esta edição é de 150 mil, confirmando o evento como uma grande vitrine para todas as marcas.
Já estão abertas as inscrições de curtas gaúchos para o Prêmio Assembleia do 40º Festival de Cinema de Gramado. As fichas de inscrição devem ser preenchidas e enviadas até o dia 22 de junho através do link: festivaldegramado.net/site/inscricao-curta-gaucho/.
Com regulamento próprio, a Mostra de Filmes de Curta Metragem Gaúchos é coordenada pela Assembleia Legislativa do Rio Grande do Sul em conjunto com as entidades de classe do meio cinematográfico do estado. Os filmes serão exibidos em sessões especiais, no Palácio dos Festivais.

Coordenado pela secretária de Turismo de Gramado, Rosa Helena Volk, o festival chega a 2012 com a proposta de ser mais democrático. Não há mais a figura de um presidente, as contas e os contratos serão fiscalizados por um Conselho Gestor de Eventos de Gramado e o planejamento ficará a cargo da produtora UM Cultural, com participação de entidades de cinema.
A volta da exibição dos curtas gaúchos no Palácio dos Festivais, ingressos mais baratos para as exibições dos longas-metragens em competição e premiação em dinheiro em diferentes categorias se destacam como as grandes novidades para 2012. Ao todo, serão R$ 350 mil em prêmios para 10 categorias, com proposta de R$ 120 mil para o melhor filme nacional e R$ 80 mil para o melhor longa estrangeiro. “Queremos que essa edição seja comemorativa não somente pelo prestígio, mas por trazer novas perspectivas e renovar o espaço para o cinema” afirma Rosa Helena.

Vencedores da edição de 2011 com seus Kikitos. Foto: Edison Vara/PressPhoto.
A edição deste ano promete ser uma das mais celebradas do Festival de Cinema de Gramado. Para marcar os 40 anos ininterruptos de realização, a programação foi pensada para valorizar ainda mais o cinema nacional e o intercâmbio com produtores e realizadores brasileiros e latinos. A organização aposta na história, na tradição e no prestígio do evento para estimular também a maior participação da comunidade gramadense.
Todos os anos, o Festival de Gramado reúne um grande elenco de astros e estrelas do cinema brasileiro, diretores, vídeomakers e produtores regionais. Em 2012, a finalidade é apresentar uma parcela representativa da recente produção brasileira e internacional e contribuir para sua difusão e debate, reunindo profissionais de cinema, promovendo encontros, seminários, painéis e lançamentos de publicações. “Queremos que essa edição seja comemorativa, não somente pelo prestígio, mas por renovar o espaço para o cinema”, afirma Rosa Helena Volk, secretária de Turismo de Gramado e coordenadora do evento. Para o curador Marcos Santuário, esta edição será uma grande celebração. “A ideia é olhar para o passado e tudo o que construiu e consolidou o Festival de Cinema de Gramado e também enxergar adiante, voltando o olhar para próximos 40 anos”, explica o jornalista.